A cebola produzida em Santa Catarina voltou a ser contemplada pelo Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), com um dos maiores percentuais de bônus divulgados pelo Governo Federal para fevereiro de 2026. De acordo com portaria publicada no Diário Oficial da União, os produtores catarinenses terão direito a 46,43% de desconto no pagamento ou na liquidação de parcelas do crédito rural do Pronaf.
O benefício é concedido porque o preço médio de mercado da cebola em janeiro ficou abaixo do preço de garantia definido pelo governo. Em Santa Catarina, o valor de garantia é de R$ 1,40 por quilo, enquanto o preço médio praticado no mercado foi de R$ 0,75, o que acionou automaticamente o mecanismo de proteção ao produtor.
O bônus do PGPAF poderá ser aplicado entre os dias 10 de fevereiro e 9 de março de 2026, período em que os agricultores familiares poderão obter o desconto diretamente nas parcelas ou na quitação das operações de crédito rural junto às instituições financeiras.
Além de Santa Catarina, a cebola também foi contemplada no Rio Grande do Sul, com bônus ainda maior, de 58,57%, e no Paraná, com 44,29%. A inclusão do produto ocorre em um momento de forte preocupação dos cebolicultores com os baixos preços pagos ao produtor, especialmente no Sul do país.
O PGPAF é um instrumento federal que busca reduzir o impacto da queda de preços sobre a renda da agricultura familiar, funcionando como um alívio financeiro para quem acessou crédito rural e enfrenta dificuldades de comercialização. Para ter acesso ao desconto, o produtor precisa estar enquadrado no Pronaf e realizar o pagamento dentro do período de vigência definido pela portaria.
A lista completa de produtos e percentuais foi elaborada com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e considera os preços praticados no mercado durante o mês de janeiro.
Apesar dessa porcentagem de desconto, o limite máximo abatido é de R$ 5 mil por CPF. A aprocesc pleiteia junto ao governo que a regra do PGPAF possa ser adaptada para uma bonificação de até R$ 10 mil por hectare.
Foto: Reprodução / Sindicato Nascentente da Serra