Justiça

Caso de suposta compra de votos em Aurora volta à Delegacia para conclusão de inquérito

Ministério Público devolveu o processo à Polícia Civil por entender que a investigação pode seguir sem a Polícia Federal.

Caso de suposta compra de votos em Aurora volta à Delegacia para conclusão de inquérito Imagem Ilustrativa/ Aurora. Foto: Franciel Andrade / Rádio Sintonia FM

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) devolveu à Delegacia de Polícia de Aurora o inquérito que investiga uma suposta compra de votos nas eleições passadas no município. A suspeita gira em torno da distribuição de vales-compras durante o período eleitoral.

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A investigação já estava em andamento na Polícia Civil, mas, em determinado momento, o delegado responsável considerou que o caso deveria ser transferido à Polícia Federal (PF). No entanto, segundo o promotor Adalberto Exterkotter, o entendimento do MP é de que, pela ausência de uma unidade da PF na região, a Polícia Civil pode e deve continuar o trabalho. “Nos termos de uma resolução do TSE, a atuação da Polícia Federal é prioritária apenas quando há unidade no local. Como não temos PF aqui, a atuação da Polícia Civil é supletiva”, disse Adalberto.

 

MP busca celeridade e evita envio à Polícia Federal

A decisão de manter o inquérito com a Polícia Civil, conforme explicou o promotor, visa garantir agilidade no andamento do processo. Caso o caso fosse remetido à Polícia Federal em Itajaí, os prazos para diligências e novas oitivas poderiam ser significativamente maiores. “A apuração pela Polícia Civil é muito mais rápida. Se tivermos que demandar a PF em Itajaí, o caminho será muito mais longo. Queremos finalizar logo esse procedimento”.

Segundo ele, a condução do inquérito por órgãos locais também facilita o acesso a testemunhas e a agilidade no cumprimento de medidas solicitadas. A expectativa agora é de que o delegado acolha a devolução do processo e dê prosseguimento às etapas finais da investigação.

 

Inquérito está em fase avançada, mas ainda não concluído

De acordo com o promotor Adalberto Exterkotter, algumas diligências já foram cumpridas e parte das testemunhas ouvidas. Contudo, ainda há pendências para que o inquérito seja concluído e o relatório final enviado ao Ministério Público. “Sobre o mérito não vou adiantar nenhuma conclusão. Mas já foram feitos relatórios e ouvidas algumas testemunhas. Ainda faltam algumas etapas para o encerramento”.

O Ministério Público aguarda agora a continuidade das investigações e afirma que seguirá acompanhando o caso até que os fatos sejam devidamente esclarecidos e, se necessário, encaminhados à Justiça.

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