Agro

Brasil zera importação de cebola em outubro pela primeira vez desde 2007

Colheita da cebola avança em Santa Catarina e produção deve crescer 7,3% nesta safra, aponta Epagri/Cepa

Brasil zera importação de cebola em outubro pela primeira vez desde 2007 Colheita da cebola avança em Santa Catarina. (Foto: Epagri/Cepa)

A colheita da cebola já começou em Santa Catarina, e as projeções da Epagri/Cepa indicam um desempenho superior ao da safra passada. A produção deve crescer 7,3%, o que representa aproximadamente 40 mil toneladas a mais em relação ao ciclo anterior. O avanço é impulsionado principalmente pelos ganhos de produtividade em regiões como Ituporanga, Rio do Sul e Canoinhas.

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A maior parte das lavouras está em boas condições e permanece na fase de frutificação, explica a analista de socioeconomia e desenvolvimento rural da Epagri/Cepa, Lilian Bastian.

Com o aumento da oferta, alguns municípios catarinenses já iniciaram o armazenamento da cebola. A estratégia busca segurar parte da safra à espera de preços mais favoráveis nas próximas semanas. A previsão do mercado é de que a recuperação ocorra de forma gradual, com valores mais atrativos apenas ao longo do primeiro trimestre de 2026.

Mercado nacional abastecido e importação zerada

O Boletim Agropecuário de novembro mostra que o Brasil zerou as importações de cebola em outubro, algo que não acontecia desde 2007. A interrupção das compras internacionais é resultado da oferta elevada garantida pela produção do Cerrado, especialmente de Goiás, Minas Gerais e Bahia, cuja colheita se estende até o começo de novembro.

Segundo Lilian Bastian, essa grande disponibilidade diminuiu os preços internos e reduziu a necessidade de importação. A expectativa é que o mercado continue abastecido nos próximos meses, agora com a entrada mais forte da produção catarinense. A tendência é de que os valores permaneçam abaixo dos registrados no ano passado.

O armazenamento de parte da safra é considerado estratégico para aproveitar períodos de menor oferta, o que pode garantir melhores preços ao produtor.

Os dados integram o Boletim Agropecuário de novembro, divulgado pela Epagri/Cepa.

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