Política

Bolsonaro é alvo da Polícia Federal, recebe tornozeleira e tem redes sociais bloqueadas

Operação do STF determina medidas cautelares contra o ex-presidente, incluindo recolhimento domiciliar e restrições de comunicação.

Bolsonaro é alvo da Polícia Federal, recebe tornozeleira e tem redes sociais bloqueadas Divulgação/Reprodução

Na manhã desta sexta-feira (18), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na residência de Jair Bolsonaro, em Brasília, e em endereços ligados ao Partido Liberal (PL) por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Como resultado, o ex?presidente foi enquadrado em medidas cautelares.

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Restrições impostas

  • Tornozeleira eletrônica: uso obrigatório monitorado 24?horas.

  • Recolhimento domiciliar: proibição de sair de casa das 19h às 7h.

  • Bloqueio de redes sociais: acesso vetado a todas as plataformas.

  • Restrição de comunicação: proibido falar com embaixadores, diplomatas e demais investigados.

Contexto e motivações

O STF justifica que essas medidas visam evitar risco de fuga, tentativas de asilo nos EUA e cooperação irregular com outros réus ou países. Além disso, a operação integra as investigações do inquérito PET nº?14129, que apura possível tentativa de golpe de Estado por parte de Bolsonaro e seus aliados.

Impacto político

Não obstante a decisão, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, criticou as medidas, alegando falta de provas e denúncia de perseguição política. O clima, assim, intensifica o debate sobre uso da Justiça e da PF em disputas eleitorais. Na sequência, Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, também está sob investigação, embora esteja atualmente nos EUA.

Espera?se que a defesa recorra das medidas cautelares. Ao mesmo tempo, a investigação continua em sigilo, com possibilidade de novas medidas dependendo do material coletado pela PF e das decisões do STF.

Transição e clareza

Além disso, mesmo que o ex?presidente seja monitorado 24 horas, as autoridades afirmam que isso reduzirá riscos de obstrução das investigações. Portanto, apesar de as medidas não configurarem prisão, elas limitam significativamente a mobilidade e os contatos de Bolsonaro.

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