O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou, na manhã desta quarta-feira (24), a Superintendência da Polícia Federal e foi internado no hospital DF Star, em Brasília, onde será submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, prevista para a manhã de quinta-feira (25). A transferência ocorreu sob escolta da Polícia Federal e de forma discreta, conforme determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Durante esta quarta-feira, Bolsonaro passa por exames clínicos, laboratoriais e de imagem, além do preparo pré-operatório. O procedimento cirúrgico será realizado com anestesia geral, deve durar entre três e quatro horas e contará com médicos vindos de São Paulo. Há ainda a possibilidade de os profissionais realizarem, durante a cirurgia, um bloqueio anestésico do nervo frênico para controle de crises persistentes de soluço, dependendo da avaliação clínica.
A decisão judicial autoriza a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como acompanhante durante todo o período de internação, respeitando as normas do hospital. Outras visitas dependem de autorização específica da Justiça. O local contará com vigilância ininterrupta, com policiais federais posicionados 24 horas por dia na porta do quarto, além de equipes de apoio dentro e fora da unidade hospitalar. Também está proibida a entrada de celulares, computadores ou outros equipamentos eletrônicos no quarto.
A previsão de internação é de cinco a sete dias, considerando cuidados pós-operatórios como controle da dor, fisioterapia e prevenção de complicações. A alta médica dependerá da evolução do quadro clínico. Segundo Alexandre de Moraes, a autorização para internação e cirurgia não altera o cumprimento da pena de 27 anos e três meses de prisão, ressaltando que Bolsonaro seguirá sob custódia e com acompanhamento médico adequado durante todo o período.
Antonio Augusto/STF