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ATeG Turismo atende cerca de 90 propriedades na Microrregião da Cebola e Trombudo Central

Programa do SENAR auxilia famílias rurais na estruturação de experiências, gestão financeira, atendimento e integração de roteiros turísticos.

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ATeG Turismo atende cerca de 90 propriedades na Microrregião da Cebola e Trombudo Central Propriedade turística atendida pelo ATeG. Foto: Arquivo / Andrei Stock

Cerca de 90 propriedades rurais da Microrregião da Cebola e de Trombudo Central recebem atendimento do programa de Assistência Técnica e Gerencial, o ATeG, voltado ao turismo rural.

A iniciativa é desenvolvida pelo Sistema FAESC/SENAR em parceria com sindicatos de produtores rurais. O objetivo é orientar as famílias na organização da atividade turística, desde a recepção dos visitantes até a gestão de custos e a comercialização.

Segundo o técnico do ATeG, Andrei Stock, o acompanhamento considera cinco eixos principais dentro das propriedades. “Os técnicos analisam adequação da infraestrutura, segurança, sinalização, profissionalização do atendimento e capacitação da família para recepção”, explicou.

Além disso, o programa trabalha hospitalidade, gastronomia, passeios, gestão financeira, margens de lucro, precificação e canais de venda.


ATeG começa com diagnóstico da propriedade rural
 

O primeiro passo do atendimento é identificar o potencial turístico de cada propriedade. Conforme Andrei, a análise não fica restrita à estrutura física. “O primeiro passo passa pela realização de um diagnóstico, de um inventário do potencial turístico focado na formatação de experiências. O turista de turismo rural compra uma vivência”, afirmou.

Por isso, o trabalho também inclui a definição da jornada do visitante. A propriedade precisa organizar horários, formas de recepção e as atividades que pretende oferecer.

Entre as possibilidades estão caminhadas, oficinas, degustações e hospedagem. Além disso, o planejamento considera o momento de venda de produtos para o visitante levar para casa.


Turismo rural pode começar com estrutura já existente
 

Segundo o técnico, o produtor nem sempre precisa fazer grandes investimentos para iniciar uma atividade ligada ao turismo. “O grande trunfo dessa modalidade é valorizar e aproveitar aquilo que a propriedade rural já possui. Adequações simples ganham do luxo, e o investimento em processos e pessoas é muito importante”, disse.

Nesse sentido, o programa prioriza organização, sinalização, qualificação do atendimento e padronização de receitas e passeios antes da construção de novas estruturas.

Para Andrei, atividades comuns no cotidiano das famílias rurais podem se transformar em experiências para visitantes de outras regiões.


Produção de cebola pode virar experiência turística
 

Entre as oportunidades apontadas para o Alto Vale está o turismo de experiência ligado à produção agrícola.

A própria cebolicultura pode ganhar um novo formato. O técnico cita atividades relacionadas à colheita, gastronomia e eventos temáticos. “A produção de cebola pode ser transformada em uma experiência sensorial e gastronômica, com rotas de colheita e festivais gastronômicos”, afirmou.

Além disso, Andrei menciona outras possibilidades, como rotas de imigração, culinária colonial, produção artesanal de embutidos e vinhos em pequenas propriedades. Segundo ele, o histórico de ocupação do Alto Vale também pode integrar a construção de novos produtos turísticos.

Outro segmento com potencial é o turismo ligado à natureza. Caminhadas, atividades ao ar livre e experiências dentro das propriedades podem integrar novos roteiros. O turismo pedagógico também aparece como possibilidade. Nesse caso, propriedades rurais podem desenvolver atividades em parceria com escolas.

Além disso, o ATeG trabalha para aproximar empreendimentos e municípios, formando circuitos que estimulem o visitante a permanecer mais tempo na região.
 



Integração entre propriedades busca ampliar renda

 

A proposta do programa inclui a criação de redes de recomendação entre os participantes. “A abordagem integrada do programa ATeG atua com a formação de circuitos e redes. O produtor é treinado para atuar como um embaixador da região, recomendando os vizinhos”, explicou Andrei.

Com isso, uma propriedade pode indicar outras atrações próximas e contribuir para a circulação dos turistas entre diferentes municípios.

Segundo o técnico, a integração também fortalece a identidade regional e amplia as possibilidades de geração de renda para as famílias rurais.

O ATeG trabalha ainda conceitos de planejamento, liderança, organização e controle. Dessa forma, o turismo passa a ser tratado também como uma atividade econômica dentro da propriedade rural.

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