O município de Atalanta iniciou o ano de 2025 com R$ 7.645.715 em caixa. O valor inclui recursos ordinários, regulados e convênios, o que garante um fôlego inicial para a administração.
O prefeito Claudio Volnei Sens, que já atuava como vice na última gestão, afirma que a situação atual é resultado de uma política de gastos com “pé no chão”, evitando financiamentos e priorizando a busca de recursos externos.
Queda na arrecadação preocupa
Apesar do saldo, o prefeito alerta para o cenário econômico que pode comprometer as finanças de cidades menores. A redução no Fundo de Participação dos Municípios e a isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil devem causar impacto significativo. “Para municípios pequenos, com pouca arrecadação de ICMS, a dependência dos repasses é grande. A orientação que recebemos em reuniões é administrar apenas com o que temos disponível”, explicou.
Claudio reforça que, mesmo com dinheiro em caixa, é necessária cautela. Entre as prioridades estão o pagamento de servidores, a manutenção da frota e a prevenção de dívidas que possam colocar o município em situação irregular junto aos órgãos de controle. “Se a prefeitura entrar no DART ou no CALC, não consegue mais acessar recursos estaduais e federais. Esse dinheiro é do munícipe e precisa ser bem cuidado”, afirmou.
O prefeito disse ainda que pretende seguir o cronograma planejado na gestão anterior, mas sempre respeitando os limites orçamentários. “Nosso objetivo é manter as contas pagas, garantir que os serviços essenciais funcionem e, se possível, deixar recursos em caixa para a próxima gestão”, concluiu.
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