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APROCESC convoca assembleia para discutir crise no mercado da cebola

Encontro vai reunir produtores, lideranças políticas e instituições financeiras para tratar de preços baixos e renegociação de dívidas.

APROCESC convoca assembleia para discutir crise no mercado da cebola Foto: Facebook / Clube da Cebola

A Associação dos Produtores de Cebola de Santa Catarina, a APROCESC realiza na próxima sexta-feira, às 18h, uma assembleia geral na Câmara de Vereadores, com foco na forte crise enfrentada pelo setor da cebola. O encontro deve reunir agricultores, lideranças políticas estaduais e federais, sindicatos, associações e representantes de instituições financeiras.

O presidente da APROCESC, Jorge Sardo, afirma que a entidade está muito preocupada com a situação do mercado. Segundo ele, a região já enfrenta quase dois anos de preços baixos, cenário agravado nesta safra pela alta oferta do produto.

Aumento da produção e excesso de oferta

De acordo com Sardo, o bom desempenho da cebola em safras anteriores levou muitos produtores, inclusive de outras regiões do Brasil, a migrarem para a cultura. Ao mesmo tempo, avanços tecnológicos e condições climáticas favoráveis elevaram a produtividade.

Na região da cebola, a média pode chegar a 35 toneladas por hectare, cerca de 5 a 6 toneladas a mais do que no ano passado. Com o aumento de área plantada e maior rendimento, a oferta cresceu de forma significativa, pressionando os preços.

Consumo menor e rentabilidade comprometida

Outro fator apontado pela APROCESC é o cenário econômico. Mesmo com renda, o poder de compra das famílias diminuiu, refletindo no consumo. Atualmente, o quilo da cebola é comercializado, em média, por cerca de R$ 0,80, valor muito abaixo do custo de produção, estimado em R$ 50 mil por hectare, o equivalente a aproximadamente R$ 1,50 por quilo.

Renegociação de dívidas e apoio ao produtor

Um dos principais objetivos da assembleia é buscar alternativas para amenizar os impactos financeiros sobre os agricultores. A Procec pretende sensibilizar o Governo Federal, o Mapa, o Banco Central e os bancos oficiais para viabilizar a renegociação de dívidas do Pronaf, com juros subsidiados, e não com taxas comerciais.

Segundo o presidente, muitos produtores não conseguirão pagar o custeio nas condições atuais. A entidade defende que a renegociação ocorra com juros acessíveis, evitando que a situação vire uma “bola de neve” nos próximos anos.

Orientações e esclarecimentos

Durante a assembleia, também serão repassadas orientações técnicas e financeiras, inclusive sobre a importância de solicitar renegociações antes do vencimento das dívidas, para evitar inadimplência e maiores dificuldades junto às instituições financeiras.

A Aprocesc destaca que a assembleia será um momento decisivo para unir forças e buscar soluções conjuntas, diante de um cenário considerado crítico para a cadeia produtiva da cebola, que movimenta grande volume econômico em toda a região.

Acompanhe os detalhes com João Sérgio:

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