Agro

Aprocesc cobra por melhorias em programas de apoio ao produtor de cebola

Presidente da entidade afirma que lavouras estão bonitas e desenvolvimento é promissor, mas alerta para desafios no custeio e no preço mínimo.

Aprocesc cobra por melhorias em programas de apoio ao produtor de cebola Foto: Paulo Henrique/Rádio Sintonia

Com a colheita da cebola se aproximando, a Aprocesc (Associação dos Produtores de Cebola de Santa Catarina) avalia com otimismo a safra 2025. Segundo o presidente da entidade, Jorge Sardo, as lavouras do Alto Vale do Itajaí apresentam excelente desenvolvimento, com expectativa de uma produção expressiva neste ciclo. “As lavouras estão muito bonitas, verdes, bem formadas. A expectativa é de uma safra muito produtiva”, afirmou.

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Apesar do cenário positivo no campo, o dirigente destacou que o preço ainda é uma incerteza, já que ainda há grande oferta de cebola em outros estados. Ele acredita que a partir de dezembro o mercado deve abrir uma janela de vendas mais favorável para os produtores catarinenses.

Prazo curto de custeio preocupa produtores

Entre as principais preocupações da categoria está o curto prazo de pagamento dos financiamentos rurais. Hoje, os produtores têm apenas 60 dias após a colheita para quitar o custeio agrícola, o que, segundo Sardo, é inviável diante do tempo necessário para cura, armazenamento e comercialização da cebola. “Se o produtor colhe em dezembro, ele tem 30 dias de cura, mais o prazo da cerealista, e acaba ficando sem tempo para vender bem o produto. É preciso rever esse prazo junto aos bancos”, explicou.

A entidade já levou o tema ao deputado federal Rafael Pezenti, buscando apoio para pressionar o governo federal por ajustes nas regras de crédito rural.

Produtores pedem revisão no programa de preço mínimo

Outro ponto debatido pela Aprocesc é o Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF). De acordo com Sardo, o teto de pagamento é muito baixo e não cobre adequadamente as perdas do produtor. “Hoje, o limite máximo é de R$ 3.500, o que é muito pouco. Se o produtor financia R$ 40 mil e tem queda de 20% no preço, o prejuízo é de R$ 8 mil. O programa precisa ser revisto para dar mais segurança à agricultura familiar”, pontuou.

A Aprocesc pretende continuar dialogando com autoridades em Brasília para buscar melhorias nas políticas públicas voltadas ao setor ceboleiro, fundamental para a economia do Alto Vale.

Ouça os detalhes com João Sérgio:

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