A APAD – Associação Protetora dos Animais Desamparados fechou 2025 com um total de R$ 721 mil em despesas relacionadas ao resgate, tratamento veterinário, castração e cuidados com animais abandonados ou vítimas de maus-tratos em Rio do Sul. O valor reflete os altos custos enfrentados pela entidade, que atua com poucos voluntários e demanda crescente por atendimentos.
Segundo o presidente da APAD, Patrick Munzfeld, a maior parte dos gastos está concentrada em clínicas veterinárias. Casos de atropelamento, por exemplo, podem gerar despesas entre R$ 5 mil e R$ 6 mil, valor que pode dobrar quando há necessidade de cirurgia ortopédica. “São custos muito altos e que surgem de forma imediata”, explica.
Atualmente, a associação recebe repasses mensais da Prefeitura de Rio do Sul entre R$ 20 mil e R$ 30 mil, porém as despesas mensais giram em torno de R$ 60 mil, o que gera déficit constante. Para manter os atendimentos, a APAD depende de campanhas, eventos beneficentes, doações da comunidade e do trabalho voluntário.
Mesmo diante das dificuldades financeiras, a entidade realizou cerca de mil castrações em 2025, principalmente de fêmeas, ação considerada fundamental para reduzir o número de animais abandonados na cidade. A APAD também atuou em casos graves de maus-tratos, como o resgate de cães no bairro Fundo Canoas, com apoio das forças de segurança e do setor de Bem-Estar Animal do município.
Além da questão financeira, a associação enfrenta a falta de lares temporários, especialmente para animais de médio e grande porte. Para 2026, a expectativa é buscar alternativas de acolhimento emergencial, sem a criação de canil municipal, modelo que, segundo a entidade, não resolve o problema de forma efetiva.
A APAD reforça que o apoio da comunidade é essencial para a continuidade do trabalho, seja por meio de doações, lares temporários, adoção responsável ou participação nas ações solidárias promovidas ao longo do ano.
Foto: Reprodução / Redes Sociais APAD