Saúde

10 de setembro marca o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio

Campanha Setembro Amarelo reforça a importância de falar sobre saúde mental e buscar ajuda em momentos de crise.

10 de setembro marca o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio Divulgação/Reprodução

O dia 10 de setembro é lembrado em todo o mundo como o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, data que faz parte da campanha Setembro Amarelo. Criada em 2014 pela Associação Brasileira de Psiquiatria em parceria com o Conselho Federal de Medicina, a iniciativa é hoje a maior ação antiestigma do planeta e neste ano traz como lema: “Se precisar, peça ajuda!”.

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos. No Brasil, a média é de 38 casos por dia. Embora os números globais mostrem redução, as Américas seguem na contramão, registrando aumento nas taxas.

Na região do Alto Vale, a psicóloga Giovana Sena Krieger, que atua no Hospital Samaria, reforça a importância de falar sobre o assunto. “O objetivo é realmente alertar a população, evitar que isso aconteça. Nós temos visto muitos casos de ansiedade, depressão e tentativas de suicídio. É importante ter diálogo, prestar atenção aos sinais, escutar sem julgamento e encaminhar para o atendimento médico quando necessário”, destacou.

Segundo a profissional, existem sinais de alerta que não podem ser ignorados. “Os primeiros sinais são o isolamento social, a tristeza constante, a autoestima baixa e falas relacionadas à morte. Muitas vezes a família ou os amigos acham que é apenas para chamar atenção, mas na verdade são pedidos de ajuda. É nesse momento que precisamos agir”, explica Giovana.

Durante este mês, o Hospital Samaria promove ações de conscientização com pacientes e colaboradores, como palestras e atividades educativas. A psicóloga lembra que o acolhimento e o tratamento especializado são fundamentais. “É fundamental que a pessoa em sofrimento seja levada ao psiquiatra, ao psicólogo, que receba esse acolhimento. Muitas vezes um abraço, uma escuta ativa e sem julgamentos já fazem diferença. Mas o tratamento médico é essencial para mudar essa realidade”, concluiu.

A campanha Setembro Amarelo reforça que falar pode salvar vidas e que a saúde mental deve ser prioridade durante todo o ano.

Ouça a reportagem especial de Vanessa Montibeller:

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