Após protestos de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a madrugada de terça (05) para quarta-feira (06), o Senador Jorge Seif (PL) falou com exclusividade, direto de Brasília, durante o Jornal da Sintonia. Jorge afirmou que deve continuar dormindo no Senado e detalhou as movimentações políticas que ocorrem no país.
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Pouco antes das 13h desta quarta (06), o grupo de parlamentares que pedia o impeachment do ministro Alexandre de Moraes já reunia 39 assinaturas.
Segundo Seif, apenas dois senadores a mais seriam necessários para alcançar a maioria de 41 pessoas, o que faria com que a situação fosse tratada com urgência. Além disso, ele também conta que a tramitação depende do presidente da Casa. “Mesmo com 80 assinaturas, se Davi Alcolumbre não colocar em pauta, não anda. Mas com 41 já podemos pedir urgência e mudar os ritos do Senado”, afirmou.
Próximos passos
O parlamentar disse que a pressão deve continuar até que o pedido avance. Ele afirmou que está dormindo no Senado e participando de um revezamento com outros parlamentares, com o objetivo de bloquear a abertura da ordem do dia.
Se aprovado, o processo abriria uma comissão de investigação sobre as condutas de Alexandre de Moraes. Após, o plenário do Senado votaria pela absolvição ou cassação do ministro. Para que o impeachment seja efetivado, são necessários 54 votos.
Seif afirma de Alexandre de Moraes tem lado político
Durante a entrevista, Jorge Seif também criticou o que chamou de atuação parcial da Justiça brasileira. Ele afirmou que o Judiciário “tem lado” e que parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro estariam sendo perseguidos.
Ele cita o próprio processo como exemplo: “A justiça tem feito parlamentares perseguidos. O meu processo no TSE já dura quase dois anos. Pediram provas e não acharam nada”.
Seif citou ainda outros nomes, como os deputados Marcelo Van Hattem, Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, que segundo ele também enfrentam dificuldades judiciais sem conclusões dos processos.
Entre as pautas defendidas pelo senador, está o fim do foro privilegiado, já aprovado no Senado e atualmente parado na Câmara. Para ele, a manutenção do foro enfraquece o Legislativo e impede o avanço de investigações.“O Congresso está de joelhos diante do Judiciário. As pessoas perguntam para que serve Senado ou Câmara se uma canetada derruba tudo”.
Ouça a reportagem na íntegra com Jean Carlos e Berta Thiesen.
Jorge Seif em protesto no Senado. Foto: @jorgeseifjunior no Instagram