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SC destina R$ 5 milhões para estruturar economia espacial

Observatório coordenado pela UFSC vai mapear oportunidades de negócios e investimentos em setores como agricultura, telecomunicações e defesa civil.

SC destina R$ 5 milhões para estruturar economia espacial Economia Espacial - Imagem Ilustrativa. Foto: Reprodução / Site RNA

Santa Catarina vai investir R$ 5 milhões na criação do Observatório da Economia Espacial Catarinense (OESC). A iniciativa pretende identificar as capacidades do estado, mapear oportunidades de investimentos e desenvolver projetos relacionados ao mercado espacial. A pesquisa ficará sob responsabilidade de uma equipe da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Os recursos serão destinados pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). Ao todo, 41 pesquisadores participam do projeto, que tem previsão de conclusão em dezembro de 2028.

Economia espacial vai além da produção de foguetes e satélites

O Observatório integra o Space Lab, laboratório de pesquisa vinculado ao Centro Tecnológico da UFSC. O trabalho envolve setores que utilizam tecnologias espaciais em suas atividades, mesmo sem ligação direta com a fabricação de foguetes ou satélites.

Segundo o coordenador do Observatório da Economia Espacial Catarinense, professor Eduardo Bezerra, essas tecnologias já fazem parte de diferentes atividades econômicas. "A gente tem que pensar de uma forma mais ampla. Em todas as áreas da economia se usa o espaço para alguma coisa", explica.

Na agricultura, por exemplo, produtores utilizam sistemas de posicionamento por satélite, como o GPS, para orientar máquinas agrícolas, realizar plantios e aplicar insumos com precisão. A tecnologia permite reduzir desperdícios e melhorar o aproveitamento dos recursos.

Além disso, o setor de logística utiliza sistemas de rastreamento de cargas. Telecomunicações, inteligência artificial e defesa civil também estão entre as áreas que serão estudadas. "Economia espacial está por tudo", resume o professor.

Pesquisadores da UFSC vão mapear oportunidades em Santa Catarina

Uma das principais etapas do projeto será identificar empresas, instituições, profissionais e estruturas que atuam ou dependem de tecnologias espaciais.

O levantamento vai abranger todas as mesorregiões catarinenses. Dessa forma, os pesquisadores pretendem compreender as demandas existentes e identificar oportunidades para o desenvolvimento de novos negócios. "Estamos investigando em todas as mesorregiões do estado quem faz alguma coisa, quem precisa de alguma coisa relacionada a espaço, quem tem alguma demanda e quem produz alguma coisa relacionada a espaço", afirma Eduardo Bezerra.

O coordenador explica que o mapeamento também servirá para apresentar o potencial econômico catarinense a investidores nacionais e internacionais. "Esse mapa vai ser essencial não apenas para identificar o que existe hoje, mas principalmente para mostrar para o resto do Brasil e para o resto do mundo quais as oportunidades que existem aqui dentro", acrescenta.

A expectativa é que as informações ajudem empresas a identificar setores com possibilidade de expansão, desenvolvimento tecnológico e oferta de serviços.

Observatório terá atlas e censo da economia espacial catarinense

Ao final da pesquisa, a equipe da UFSC deverá apresentar documentos e ferramentas para orientar o desenvolvimento do setor em Santa Catarina. Entre os resultados previstos estão o Atlas da Economia Espacial Catarinense, um censo estadual do setor espacial e uma plataforma com dados econômicos da área.

Os pesquisadores também vão elaborar um plano de ações de curto, médio e longo prazo, além de uma carteira de projetos considerados prioritários. Com esses instrumentos, o estado pretende reunir informações que possam orientar políticas públicas, pesquisas e decisões de investimento.

Pesquisa sobre economia espacial segue até dezembro de 2028

O cronograma estabelece dezembro de 2028 como prazo para conclusão dos trabalhos. Até lá, os pesquisadores deverão reunir dados sobre a infraestrutura, as demandas e as atividades econômicas relacionadas às tecnologias espaciais em Santa Catarina.

O levantamento também poderá identificar oportunidades para setores presentes no Alto Vale do Itajaí, como a agricultura e a logística, que já utilizam tecnologias de posicionamento por satélite. A proposta é transformar as informações coletadas em diagnósticos e projetos capazes de orientar o desenvolvimento da economia espacial catarinense.

Confira os detalhes na reportagem de Arthur Westphalen, da Rede de Notícias ACAERT: 

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