Alto Vale

Rio do Sul garante vagas de internação para moradores de rua e aluguel social para reintegração

São seis vagas da prefeitura para dependentes químicos no Hospital Samária; Objetivo é agilizar processo de internação.

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Rio do Sul garante vagas de internação para moradores de rua e aluguel social para reintegração Imagem Ilustrativa / moradores de rua. Foto: Reprodução / ASCOM Prefeitura Rio do Sul

A Prefeitura de Rio do Sul reservou seis vagas no Hospital Samária para atender pessoas com dependência de álcool e outras drogas. O município direciona o serviço principalmente às pessoas em situação de rua e de vulnerabilidade social.

As primeiras três internações já ocorreram, segundo o prefeito de Rio do Sul, Manoel Arisoli Pereira. A iniciativa faz parte do programa Rio do Sul que Acolhe, que integra ações das áreas de Saúde, Assistência Social e Segurança Pública. O programa acompanha o atendido desde a abordagem inicial até a reinserção social. O fluxo pode envolver internação hospitalar, acolhimento em comunidade terapêutica, oportunidades de trabalho e aluguel social.

Hospital Samária terá seis vagas exclusivas

O Fundo Municipal de Saúde firmou uma parceria com o Hospital Samária para oferecer os atendimentos. O acordo prevê quatro vagas masculinas e duas femininas. O investimento anual estimado chega a R$ 679,8 mil. No entanto, o município fará os repasses conforme a utilização dos leitos e a prestação de contas dos serviços. 

Conforme o prefeito, Manoel Arisoli Pereira, as primeiras vagas já começaram a ser utilizadas. “A prefeitura comprou, vamos dizer assim, seis vagas de internação junto ao Samária. Foram os primeiros três internados”, afirmou.

Vagas municipais buscam agilizar internações

Segundo o prefeito, o Sistema Único de Saúde já oferece vagas para tratamento no Hospital Samária. Contudo, o ingresso depende do processo de regulação estadual.

Essa espera pode dificultar o atendimento quando a pessoa aceita iniciar o tratamento. Por isso, a prefeitura decidiu manter vagas próprias para encaminhamentos realizados pela Rede Municipal de Saúde. “Às vezes, a pessoa aceita a internação naquele momento. A ideia do programa é ter esse imediatismo”, explicou o prefeito.

Antes da internação, as equipes responsáveis devem realizar uma avaliação técnica. Além disso, o período de permanência depende da evolução clínica do paciente. O termo firmado pelo município estabelece internações entre 20 e 45 dias. Casos específicos podem receber prorrogação, desde que a equipe responsável apresente justificativa. 

Comunidades terapêuticas fazem parte do programa

Após a alta hospitalar, o paciente poderá seguir para uma comunidade terapêutica. Essa etapa dependerá da avaliação da equipe e da adesão voluntária da pessoa atendida. A Prefeitura abriu um edital para credenciar instituições que prestam esse serviço. A previsão inicial contempla 12 vagas, sendo dez masculinas e duas femininas. 

De acordo com o prefeito, a permanência na comunidade terapêutica poderá chegar a seis meses. “Depois da desintoxicação, a pessoa pode ir para a comunidade terapêutica, se tiver interesse. Quando sair, haverá outro segmento de acolhimento”, disse.

Aluguel social apoiará a reinserção

O programa também prevê acompanhamento após o tratamento. Nessa etapa, a prefeitura pretende facilitar o retorno ao trabalho e à convivência social. Segundo Manoel Arisoli Pereira, os atendidos poderão ingressar em um programa municipal que oferece renda temporária por atividades de trabalho. Além disso, o município poderá conceder aluguel social durante seis meses. “A ideia é integrar essa pessoa na sociedade. Se ela cumprir todos esses ciclos, poderá sair das ruas e retomar a vida social”, declarou o prefeito.

O acompanhamento após a alta também envolverá a Rede de Atenção Psicossocial e os demais serviços municipais. As equipes devem trabalhar o fortalecimento dos vínculos familiares, o acesso às políticas públicas e a autonomia dos atendidos. 

Internações seguem avaliação médica

A legislação prevê internações voluntárias, involuntárias e compulsórias. Na voluntária, a própria pessoa manifesta por escrito o interesse no tratamento.

Já a internação involuntária ocorre sem o consentimento do paciente. Um familiar ou responsável legal pode fazer o pedido. Na ausência deles, profissionais públicos das áreas de Saúde ou Assistência Social também podem solicitar a medida.

Contudo, um médico precisa autorizar a internação após avaliar o caso e a falta de outras alternativas terapêuticas. A internação compulsória, por sua vez, depende de decisão judicial. 

Município avaliará necessidade de novas vagas

A prefeitura definiu o número inicial de vagas com base na média de internações registrada anteriormente. Agora, o município acompanhará a procura e os resultados do programa. “Vamos fazer esse primeiro teste e verificar se é suficiente. Caso não seja, vamos conversar com o Samária e negociar mais vagas”, concluiu o prefeito Manoel Arisoli Pereira.

Ouça a reportagem de Berta Thiesen: 

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