Educação

Ituporanga espera superar 45% de compras da agricultura familiar na merenda

Município já alcançou 30% em 2026; Uma nova chamada pública para aquisição de alimentos está em andamento.

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Ituporanga espera superar 45% de compras da agricultura familiar na merenda Merenda Escolar. Foto: Reprodução / Roraima em Tempo

Ituporanga pretende destinar cerca de 50% dos recursos federais da alimentação escolar à compra direta de produtos da agricultura familiar em 2026. Com isso, o município deve superar o percentual mínimo de 45% estabelecido para o Programa Nacional de Alimentação Escolar, o PNAE.

Até o momento, as aquisições realizadas pelo município já representam 30% dos recursos recebidos. Uma chamada pública em andamento deve ampliar esse índice nos próximos meses, incluindo também produtos orgânicos. Além de movimentar a produção rural do município, a compra direta fornece alimentos com origem conhecida aos estudantes. O cardápio inclui principalmente frutas, verduras, legumes e bolachas caseiras.

Compra da agricultura familiar deve chegar a 50%

Mesmo quando a legislação estabelecia o percentual mínimo de 30%, Ituporanga já ultrapassava a exigência, segundo a Secretaria Municipal de Educação. A média registrada pelo município fica próxima de 50%.

A nutricionista da Educação, Pâmela Medeiros, afirma que a administração pretende manter esse patamar em 2026. “A compra deste ano já atingiu 30%, mas estamos com uma chamada pública em andamento. Com a inclusão de alguns produtos orgânicos, sabemos que vamos ultrapassar os 45% exigidos pela lei”, explicou.

Os recursos usados nessas aquisições são repassados pelo Governo Federal por meio do PNAE. O programa financia parte da alimentação servida nas escolas públicas.

Parceria organiza compra dos produtores de Ituporanga

Em Ituporanga, o fornecimento dos alimentos conta com uma parceria entre a Secretaria de Educação e a Epagri. Os agricultores participam de um grupo informal e mantêm um representante responsável pelo contato com o município.

Além disso, um grupo de WhatsApp auxilia na organização semanal das entregas. Nesse espaço, os produtores informam quais alimentos estarão disponíveis para comercialização. “A lei prevê diferentes modalidades. Em Ituporanga, realizamos as compras por meio de parcerias que existem porque a Epagri tomou a frente, através da Katiucia”, relatou a nutricionista da Educação, Pâmela Medeiros.

Segundo ela, a comunicação permite que o município conheça a disponibilidade dos alimentos antes de planejar as aquisições. “Temos vários agricultores organizados em um grupo informal e um representante que mantém contato conosco. Eles informam no grupo quais produtos poderão fornecer na semana seguinte”, acrescentou.

Esse modelo também permite que a alimentação escolar acompanhe a produção disponível em cada período do ano.

Hortifrútis integram cardápio da merenda escolar

Frutas, verduras e legumes representam a maior parte dos produtos adquiridos diretamente dos agricultores. O planejamento respeita a sazonalidade e a disponibilidade das propriedades rurais. “Nós temos principalmente a parte de hortifrúti, com frutas e verduras, sempre respeitando a sazonalidade”, explicou a nutricionista.

Entre os alimentos processados, o município compra bolacha caseira. Entretanto, a composição precisa seguir os limites nutricionais previstos para a alimentação escolar. “O único produto processado que adquirimos é a bolacha caseira. Também pensamos no que a lei determina em relação aos menores percentuais de gordura e açúcar”, afirmou Pâmela.

A nutricionista também considera os hábitos alimentares locais durante a elaboração dos cardápios. Ao mesmo tempo, as refeições precisam atender às necessidades nutricionais de crianças e adolescentes.

Alimentação especial atende alunos com restrições

A Secretaria de Educação também adapta o cardápio para estudantes que apresentam alergias, intolerâncias ou doenças relacionadas à alimentação. Antes da definição das compras, a equipe verifica quais alunos precisam de produtos específicos em cada escola e turma. Os casos mais frequentes envolvem intolerância à lactose e alergia à proteína do leite de vaca.

No entanto, a rede municipal também atende estudantes com diabetes e outras condições que exigem acompanhamento alimentar. “Sempre levamos em consideração quais alunos apresentam alguma patologia em cada turma e escola. Todos recebem atendimento, e as compras também são planejadas para oferecer produtos específicos”, explicou a nutricionista da Educação, Pâmela Medeiros.

Esse cuidado abrange tanto os alimentos da agricultura familiar quanto os produtos secos adquiridos para completar as refeições. Dessa forma, o município busca conciliar a legislação, a produção local e as demandas nutricionais dos estudantes.

Ouça a reportagem de Berta Thiesen: 

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