O Hospital Regional do Alto Vale segue entre as dez unidades de Santa Catarina com maior número de doações de órgãos. A posição resulta, entre outros fatores, do atendimento prestado a pacientes com problemas neurológicos e do acompanhamento realizado pelas equipes do hospital.
A informação abre a série de entrevistas da Rádio Sintonia sobre a doação de órgãos durante o mês de setembro. Segundo o gerente de enfermagem do Hospital Regional, Thiago Litzcke, o hospital aparece há vários anos entre as unidades que mais registram doações no estado. “Rio do Sul já há bastante tempo tem sido um dos principais doadores do estado de Santa Catarina, sempre entre os dez hospitais com maior número de doação”, afirmou.
Hospital Regional acompanha pacientes neurológicos
De acordo com Thiago, a estrutura de atendimento a pacientes neurológicos contribui para esse cenário.
Além disso, a equipe acompanha as famílias durante o processo e presta esclarecimentos sobre a possibilidade de doação. “Grande parte ocorre pela característica de cuidado com o paciente neurológico que nós temos aqui no Hospital Regional, mas também pelo trabalho de toda uma equipe”, explicou.
O atendimento envolve pacientes com quadros que podem evoluir para morte encefálica. Entretanto, acidentes de trânsito não representam a única situação que pode levar a esse diagnóstico.
AVC está entre as principais causas de morte encefálica
Segundo o gerente de enfermagem, o acidente vascular cerebral, conhecido como AVC, está entre as principais causas de lesão cerebral grave. “O traumatismo cranioencefálico é uma das razões que levam a pessoa a evoluir para um quadro de morte cerebral. Mas existem outras causas que são até mais comuns”, disse.
Entre elas estão o AVC, o aneurisma cerebral e tumores que comprometem o funcionamento do cérebro. “O AVC, seja ele isquêmico ou hemorrágico, é a principal causa de lesão cerebral grave com potencial evolução para morte cerebral”, afirmou Thiago.
Setembro chama atenção para doação de órgãos
Durante setembro, profissionais da saúde ampliam as orientações sobre a importância da doação de órgãos e da conversa dentro das famílias.
Para Thiago, o período também ajuda a população a refletir sobre a possibilidade de precisar de um transplante. “A chance da gente precisar de um órgão é extremamente maior do que a chance da gente realmente poder ser um doador”, afirmou.
A próxima reportagem da série explica como funciona o diagnóstico de morte encefálica e por que a decisão final sobre a doação cabe à família.
Ouça a reportagem de Vanessa Montibeller:
Hospital Regional está entre os dez em doações de órgãos em SC. Foto: Divulgação / Internet