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Andreia Jasper: A reforma no cérebro adolescente - por que eles mudam tanto?

Confira a coluna da neuropsicopedagoga, Andreia Jasper.

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Andreia Jasper: A reforma no cérebro adolescente - por que eles mudam tanto? A refórma no cérebro adolescente - Imagem Ilustrativa. Foto: Geração de IA

Portas que se fecham, mudanças repentinas de humor, sono desregulado e uma busca intensa por novidades. Para muitos pais e educadores, a adolescência parece um mistério indecifrável. No entanto, longe de ser apenas uma fase de "rebeldia", o que acontece nesse período é uma verdadeira revolução biológica: o cérebro está passando por uma grande reforma estrutural.

A neurociência mostra que o cérebro amadurece de trás para a frente. A parte responsável pelas emoções intensas e pela vontade de viver coisas novas já está funcionando a mil por hora. Porém, a parte da frente (córtex pré-frontal) serve como o nosso "freio", ajudando a pensar antes de agir, medir perigos e planejar o futuro, é a última a ficar pronta, terminando de se formar só por volta dos 25 anos.

Nessa fase de transição, a família precisa deixar de ser o "piloto" e assumir o papel de "copiloto". Para evitar brigas diárias, a principal habilidade para exercitar em casa é a comunicação assertiva (falar com clareza, firmeza e respeito).

  • Não ataque a pessoa, aponte a atitude: Em vez de dizer "você é grosso" ou "você não respeita ninguém", diga com calma: "Eu entendo que você esteja chateado, mas não aceito que fale assim comigo. Quando estiver calmo, a gente conversa".
  • Escute mais e passe menos sermão: Muitas vezes o adolescente só quer desabafar. Se dermos uma bronca a cada desabafo, ele simplesmente se fecha. Ouça primeiro, acolha o que ele sente e só depois ajude a pensar em saídas.
  • Combine regras em conjunto: Em vez de apenas impor ordens, converse: "Precisamos combinar o horário de volta da festa. O que você sugere que seja seguro para você e tranquilo para nós?". Quando o jovem participa do acordo, ele se sente respeitado e cumpre muito melhor o que foi combinado.

O adolescente não precisa de guerras dentro de casa; ele precisa de porto seguro, paciência e pontes de conversa para atravessar essa grande transição.

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