Técnicos das prefeituras do Alto Vale participam de uma capacitação sobre acessibilidade na sede da Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí, em Rio do Sul. O curso tem duração de 12 horas e reúne profissionais responsáveis pela elaboração, aprovação e fiscalização de projetos nos 28 municípios ligados à AMAVI.
A formação aborda as orientações previstas na NBR 9050, norma que estabelece critérios de acessibilidade em edificações, mobiliários, espaços e equipamentos urbanos. Entre os temas estão as adequações necessárias em prédios públicos, praças, calçadas, escolas, unidades de saúde e outros locais de uso coletivo.
Segundo a arquiteta e urbanista da AMAVI, Priscila Suzuki, o objetivo é ampliar o conhecimento dos técnicos e facilitar a interpretação das normas. “O curso engloba toda a NBR 9050 e é para a gente aprender e relembrar a parte de acessibilidade para os prédios públicos e também para praças. A expectativa é que isso facilite a vida dos técnicos e que eles consigam lidar melhor com as normas, que às vezes ficam um pouco confusas”, explicou.
Profissionais atuam em diferentes etapas dos projetos
A capacitação envolve tanto os técnicos da AMAVI, que trabalham principalmente na elaboração de projetos, quanto os servidores das prefeituras responsáveis pela aprovação, fiscalização e acompanhamento das obras.
De acordo com Priscila, o relevo do Alto Vale ainda representa um dos desafios para a implantação de estruturas acessíveis. No entanto, existem soluções técnicas que podem ser aplicadas conforme as características de cada município. “A gente tem bastante dificuldade pela questão do nosso relevo, que dificulta a acessibilidade. Mas existem técnicas e formas de contornar isso. É preciso o envolvimento do poder público e dos técnicos para que dê certo”, afirmou.
Curso busca unificar procedimentos na região
O conteúdo é ministrado pelo engenheiro civil Daniel Faganello. Segundo ele, uma das propostas é criar uma metodologia comum para a análise de projetos e a vistoria de obras em toda a área de atuação da AMAVI. “A intenção é criar uma metodologia de análise de projetos e de vistoria unificada em toda a região, para que os profissionais tenham a mesma linguagem”, explicou.
Conforme Faganello, a análise dos projetos e a fiscalização das obras são fundamentais para garantir a inclusão das pessoas com deficiência. As adaptações também beneficiam idosos, pessoas com mobilidade reduzida e toda a população que utiliza os espaços públicos. “Quando a gente fala em acessibilidade, não está pensando em um grupo específico de pessoas, mas na população inteira”, acrescentou.
Acessibilidade vai além de rampas e elevadores
Durante o curso, os participantes também discutem que a acessibilidade não se limita à instalação de rampas ou elevadores. O conceito inclui condições adequadas de circulação em calçadas, acesso a escolas, hospitais, postos de saúde e demais serviços públicos.
Além da acessibilidade arquitetônica, a formação trata de aspectos comunicacionais, tecnológicos e atitudinais. A proposta é contribuir para que os municípios adotem projetos mais seguros, inclusivos e adequados às necessidades da população.
Ouça a reportagem de Vanessa Montibeller:
Curso sobre acessibilidade é ministrado na AMAVI, em Rio do Sul. Foto: Lene Juncek