O SENAI Alto Vale mantém 35 cursos de qualificação profissional em andamento e prepara a abertura de mais 11 formações. As capacitações atendem diferentes municípios da região e seguem as necessidades apresentadas pelas indústrias e pelos trabalhadores.
Com duração média de dois meses, os cursos representam uma alternativa para quem busca ingressar no mercado de trabalho, mudar de função ou ampliar a qualificação profissional. Além disso, o formato de curta duração permite concluir a formação em menos tempo.
Segundo a supervisora de Educação dos cursos profissionais do SENAI de Rio do Sul, Tuana, a rotina dos trabalhadores ajuda a explicar a procura por capacitações mais rápidas. “Quem está buscando uma ampliação no mercado de trabalho, uma qualificação, um aumento de cargo, salário ou até se requalificar busca cursos que possam ajudar e que sejam curtos”, explica.
SENAI identifica demanda das indústrias do Alto Vale
A definição dos cursos leva em consideração as necessidades do mercado regional. No início do ano, o SENAI realizou um levantamento para identificar quais qualificações as indústrias mais precisam em cada município.
De acordo com Tuana, além da falta de trabalhadores, as empresas enfrentam dificuldades para encontrar mão de obra qualificada. “Hoje, no Alto Vale, a gente percebe uma demanda muito forte de profissionais ligados à indústria, principalmente nas áreas de mecânica, eletromecânica, elétrica, manutenção, produção e também no setor têxtil e de confecção”, afirma.
Por outro lado, o conhecimento técnico já não aparece como único requisito. As empresas também procuram profissionais capazes de utilizar tecnologias, interpretar informações, resolver problemas e trabalhar em equipe. “Quando a gente fala em qualificação profissional hoje, não é só preparar alguém para ocupar uma vaga. É preparar esse profissional para acompanhar a transformação da indústria e crescer junto com ela”, acrescenta a supervisora.
Alunos conseguem emprego antes de concluir cursos
A qualificação também tem contribuído para a entrada e o crescimento de trabalhadores no mercado. Segundo o SENAI, alguns alunos conseguem emprego antes mesmo de concluir a formação. Outros recebem promoções nas empresas onde já atuam.
Um dos exemplos é o de Mari de Oliveira Veiga, de 31 anos. Ela se mudou de São Francisco do Sul para Vitor Meireles e participou de um curso de Costura entre julho e agosto.
Mesmo antes de concluir a capacitação, Mari conseguiu emprego em uma facção. “Foi incrível, a professora foi maravilhosa e paciente. Para quem não sabia como ligar a máquina, aprendi muita coisa, desde como passar as linhas até montar uma peça de roupa”, relata.
Outro exemplo é Dejames Fronza, de 50 anos, de Rio do Sul. Ele iniciou sua trajetória de formação no SENAI e passou de auxiliar para responsável por manutenção, desenvolvimento de projetos e melhorias em processos industriais. Atualmente, atua como especialista de Ensino II no SENAI.
Ituporanga teve curso de Informática Básica e Inteligência Artificial
Em Ituporanga, uma das capacitações oferecidas foi o curso de Informática Básica e Inteligência Artificial. A formação surgiu após uma demanda apresentada pelo poder público municipal.
Segundo Tuana, muitos jovens dominam o uso do celular, mas ainda encontram dificuldades quando precisam utilizar computadores e ferramentas como Word e outros programas do pacote Office.
Com o avanço da inteligência artificial, o conteúdo também passou a abordar novas tecnologias. A turma reuniu jovens e adultos, incluindo pessoas que já estavam no mercado e buscavam aperfeiçoamento profissional.
Novos cursos serão oferecidos entre outubro e novembro
O SENAI também prepara a abertura de 11 cursos entre outubro e novembro. A programação contempla municípios como Rio do Sul, Ibirama, Agrolândia, Taió, Ituporanga, Pouso Redondo e Aurora.
Entre as formações previstas estão Eletricista Industrial, Arduino, Leitura e Interpretação de Desenho, Metrologia e Lubrificação Industrial. Também haverá capacitações relacionadas à gestão, qualidade e processos industriais.
Os cursos anunciados são abertos ao público e pagos pelos participantes. Entretanto, o SENAI também mantém parcerias com empresas e prefeituras. Nesses casos, os cursos podem ser contratados e disponibilizados aos trabalhadores ou moradores dos municípios.
Solda, manutenção e setor têxtil concentram oportunidades
Para quem busca uma recolocação mais rápida, algumas áreas apresentam demanda maior no Alto Vale. Entre elas estão solda, manutenção mecânica, tornearia, eletromecânica, confecção e setor têxtil. “São áreas que, de fato, têm uma procura muito alta. Com certeza, a pessoa consegue se colocar e se recolocar de forma mais rápida aqui na nossa região”, afirma Tuana.
Ao mesmo tempo, automação e inteligência artificial estão modificando as competências exigidas pelas empresas. Por isso, o SENAI pretende ampliar formações ligadas à indústria 4.0, digitalização de processos e inteligência artificial.
A instituição também deve manter cursos nas áreas tradicionais, como elétrica, manutenção, metalmecânica, solda e tornearia. Segundo Tuana, o objetivo é acompanhar as necessidades atuais das empresas e antecipar competências que a indústria do Alto Vale deverá exigir nos próximos anos.
Ouça a reportagem de Vanessa Montibeller:
SENAI Alto Vale mantém 35 cursos de qualificação e prepara abertura de mais 11. Foto: ASCOM / SENAI