O secretário de Urbanismo de Aurora, Almir Becthold, usou a palavra livre na sessão da Câmara para apresentar um panorama da coleta de lixo no município e anunciar ações para melhorar o sistema. Segundo ele, Aurora passou de uma produção média de 300 gramas de lixo por pessoa para cerca de 1 quilo por dia, o que elevou custos e pressionou a estrutura existente. Metade desse volume, conforme destacou, é composto por materiais recicláveis que estão sendo descartados como lixo comum.
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Becthold explicou que o município paga hoje R$ 200 por tonelada para destinar os resíduos ao aterro de Otacílio Costa, e que a ausência de um programa de reciclagem faz com que recursos públicos sejam desperdiçados. Ele informou que a prefeitura já iniciou tratativas para implantação de um programa estruturado, com início previsto para o próximo ano. As primeiras ações incluem a aquisição de sacolas verdes, em parceria com o Cisamavi, para incentivar a separação domiciliar.
O secretário também comentou sobre reclamações e ajustes na coleta após a terceirização do serviço, adotada inicialmente em caráter emergencial, quando o caminhão municipal sofreu sucessivas quebras. Ele afirmou que a empresa responsável ainda está em fase de adaptação, mas que os problemas estão sendo corrigidos conforme surgem.
Outro ponto destacado foi a solicitação de moradores para ampliar lixeiras e pontos de coleta no interior. Becthold afirmou que qualquer alteração precisa ser negociada com a empresa para não alterar o roteiro e evitar novos custos. Segundo ele, locais sem residências próximas tendem a se tornar depósitos irregulares, o que agrava o problema.
Durante a fala, o secretário também alertou que o Ministério Público acompanha o tema de perto e defende que os municípios repassem parte dos custos à população caso não haja equilíbrio financeiro. Becthold afirmou que a prefeitura busca alternativas para evitar esse repasse e, ao mesmo tempo, garantir a continuidade do serviço.
Ele destacou ainda que a coleta diária tem registrado entre 7 e 9 toneladas de resíduos, o que exige logística adequada para transporte até o aterro. O antigo caminhão tinha capacidade limitada, o que obrigaria duas viagens por dia e tornava o serviço inviável.
Ao encerrar, o secretário pediu apoio dos vereadores e da comunidade para fortalecer a separação do lixo reciclável, afirmando que essa é uma das únicas formas de reduzir custos e preservar o futuro do sistema municipal de coleta.
Vanessa Montibeller/Rádio Sintonia