Saúde

Santa Catarina pode fornecer caneta emagrecedora gratuita para obesidade grau 3

Projeto em debate na Alesc prevê fornecimento da tirzepatida pelo SUS para pacientes de baixa renda com diagnóstico de obesidade mórbida.

Santa Catarina pode fornecer caneta emagrecedora gratuita para obesidade grau 3 Canetas Emagrecedoras. Foto: Reprodução / Site Segs

Santa Catarina pode criar uma política pública para fornecer gratuitamente a tirzepatida, medicamento utilizado no tratamento da obesidade grau três. A proposta está em debate na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e estabelece critérios para acesso ao remédio pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Para receber o medicamento, o paciente deverá apresentar prescrição de médico da rede pública, laudo confirmando o diagnóstico de obesidade mórbida e indicação terapêutica da tirzepatida. Além disso, será necessário passar por avaliação prévia e manter acompanhamento médico durante o tratamento. O projeto também determina a comprovação de renda familiar mensal de até três salários mínimos.

Prioridade para pacientes com maior risco cardiovascular

De acordo com o texto, pacientes que apresentam comorbidades associadas a maior risco cardiovascular terão prioridade no acesso ao tratamento. O objetivo é direcionar o medicamento aos casos considerados mais sensíveis dentro da rede pública de saúde.

Além disso, a proposta estabelece que a continuidade do fornecimento dependerá da adesão ao tratamento e do comparecimento do paciente às consultas médicas. Dessa forma, o acompanhamento regular será parte obrigatória durante todo o período de utilização do medicamento.

Deputado defende ampliação do acesso ao tratamento

Autor da proposta, o deputado estadual Sérgio Mota (Republicanos) afirma que o projeto busca ampliar o acesso ao tratamento para pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Segundo ele, o custo do medicamento ainda impede que parte da população consiga utilizá-lo:

“O paciente terá acompanhamento de um médico da rede pública e precisará apresentar o laudo confirmando obesidade grau três. Muitas pessoas querem acessar esse tratamento, mas o custo é alto e quem ganha até três salários mínimos não consegue arcar”, afirmou.

O parlamentar também avalia que o fornecimento do medicamento pode reduzir gastos futuros da rede pública de saúde: “O poder público pode até economizar, porque o tratamento pode sair mais barato do que uma cirurgia bariátrica”, disse.

Projeto segue em análise na Assembleia Legislativa

O projeto de lei foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Alesc na terça-feira (03). Com isso, a proposta avançou para a próxima etapa de tramitação dentro do Legislativo catarinense.

Agora, o texto será analisado pela Comissão de Finanças e Tributação. Somente após passar pelas demais comissões e pela votação em plenário é que o projeto poderá seguir para sanção do governo estadual.

Ouça a reportagem de Ludmilla Gadotti, da Rádio Alesc: 

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