Educação

Santa Catarina lança política para ampliar ensino técnico e criar 50 mil vagas

Programa prevê expansão do CATEC e integração ao ensino médio para atender demandas do setor produtivo até 2026.

Santa Catarina lança política para ampliar ensino técnico e criar 50 mil vagas Santa Catarina lança política para ampliar ensino técnico. Foto: Reprodução / RNA

O Governo de Santa Catarina lançou, na última sexta-feira (20), a nova política estadual de Educação Profissional e Tecnológica. A proposta prevê a criação de 50 mil novas vagas em cursos técnicos até 2026, ampliando a oferta em todas as regiões do estado.

Coordenada pela Secretaria de Estado da Educação, a iniciativa integra o plano estadual de educação e busca alinhar a formação dos estudantes às demandas do setor produtivo catarinense. A construção da política começou em 2025, com seminários presenciais e encontros online que reuniram representantes das redes públicas e privadas, federações, conselhos regionais e instituições ligadas à indústria e ao comércio.

Ensino técnico em Santa Catarina: foco no mercado de trabalho

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, afirmou que o programa foi estruturado em parceria com quem emprega no estado:

“O trabalho que a Secretaria da Educação está fazendo é em parceria com o setor produtivo, com quem realmente vai ocupar essa mão de obra. Não adianta formar jovem que não tenha demanda regional para conseguir emprego”, declarou.

Segundo o governo, a proposta busca preparar jovens e adultos para o mercado de trabalho, considerando as necessidades específicas de cada região. Assim, os cursos técnicos passam a dialogar diretamente com o perfil econômico local.

Programa CATEC registra aumento de matrículas

Com a criação do Programa Catarinense Técnico, o CATEC, o estado registrou aumento de 150% nas matrículas do ensino técnico. Agora, com o CATEC Mais, a meta é ampliar ainda mais esse número.

Para 2026, o governo projeta a abertura de 50 mil novas vagas, tanto na rede pública estadual quanto em instituições parceiras. Além disso, a proposta integra o ensino médio à formação profissional, o que pode ampliar as oportunidades para os estudantes ainda durante a vida escolar.

Integração ao ensino médio e redução da evasão escolar

A secretária de Estado da Educação, Luciane Ceretta, explicou que o modelo fortalece a permanência do aluno na escola:

“O ensino técnico integrado ao ensino médio tem sido um fator de permanência do estudante. Ele está no ensino médio enxergando uma profissão, enxergando o que vai fazer amanhã”, afirmou.

Ela também destacou que o setor produtivo participa da definição dos cursos e da grade curricular: “Quem sabe onde aperta o sapato é quem está produzindo e empregando. Eles vão dizer qual é o curso mais demandado e nós vamos formar aqui”, disse.

Segundo a secretária, a política cria uma trajetória formativa que começa no ensino fundamental e pode seguir até o ensino superior, com programas como Universidade Gratuita e Fundesc.

Desenvolvimento econômico e formação regional

O governo avalia que o ensino técnico pode se tornar um diferencial competitivo para Santa Catarina. Portanto, a expectativa é ampliar oportunidades para a juventude e fortalecer a economia regional.

Com a nova política, o estado passa a estruturar uma formação alinhada ao crescimento econômico e às demandas do mercado, buscando consolidar uma trajetória educacional voltada à empregabilidade e ao desenvolvimento.

Ouça a reportagem de Amarilis Pequeno, da Rede de Notícias Acaert: 

 

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