Cultura

Projeto que ministra aulas de música gratuitamente é ofertado em duas escolas de Ituporanga

Viva Música usa incentivo fiscal para expandir ensino musical e alcançar estudantes da rede pública

Projeto que ministra aulas de música gratuitamente é ofertado em duas escolas de Ituporanga Viva Música ensina instrumentos gratuitamente. Foto: Divulgação / Viva Música

O projeto Viva Música, criado em 2008, já beneficiou mais de 8 mil pessoas em Santa Catarina e amplia, em 2026, sua atuação em escolas públicas. Em Ituporanga, alunos da Escola Mont’ Alverne e do CEI Pedro Júlio Müller já participam das atividades.

A iniciativa, que começou de forma voluntária, ganhou estrutura ao longo dos anos e hoje atende diferentes municípios com foco na formação musical e no desenvolvimento de competências.

Projeto Viva Música cresce com apoio da Lei de Incentivo

O fundador do projeto, Marwin Friesen, explica que a iniciativa ganhou força após ser aprovada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, o que permitiu ampliar o número de atendimentos: “Após cinco anos atuando como voluntários, em 2013 esse movimento se transformou no projeto Viva Música, aprovado pela lei de incentivo, e aí conseguimos expandir com apoio de empresas”, afirma.

Desde então, o projeto passou a atuar em diversos polos, com aulas estruturadas e acompanhamento pedagógico.

Aulas de música chegam às escolas públicas

Em 2026, o Viva Música iniciou uma nova etapa ao levar as atividades diretamente para escolas públicas. Em Ituporanga, duas unidades já recebem o projeto.

A proposta inclui formação musical e também o desenvolvimento de habilidades sociais e comportamentais entre os alunos: “O impacto vai muito além das aulas de música. Desenvolvemos disciplina, responsabilidade, foco e relações saudáveis”, explica Marwin.

Incentivo fiscal garante continuidade do projeto

O projeto é financiado por meio de empresas que destinam parte do Imposto de Renda, conforme previsto na legislação federal. Esse modelo permite manter as atividades gratuitas para os participantes.

Segundo o fundador, ainda há vagas disponíveis em alguns polos e interessados podem acompanhar as inscrições pelas redes sociais do projeto: “Parte do imposto permanece na cidade, gerando desenvolvimento e renda local”, destaca Marwin. A expectativa é ampliar o número de atendimentos e incluir novas escolas ao longo dos próximos anos.

Ouça a reportagem de Berta Thiesen: 

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