Agro

Programa de Assistência para apicultores de Ituporanga acompanha 30 apicultores por dois anos

ATeG orientou produtores sobre manejo, produtividade, custos e organização da atividade apícola.

Programa de Assistência para apicultores de Ituporanga acompanha 30 apicultores por dois anos Encontro do ATeG de apicultura. Foto: Divulgação / MB Comunicação

Um grupo de 30 apicultores de Ituporanga recebeu acompanhamento técnico e gerencial durante dois anos por meio do programa ATeG, desenvolvido pelo Senar em parceria com o Sindicato Rural. A iniciativa levou orientação especializada às propriedades e ajudou os produtores a melhorar o manejo dos apiários, a produtividade e a organização da atividade.

O programa não repassa recursos financeiros diretamente aos participantes. No entanto, oferece diagnóstico, informação técnica e acompanhamento contínuo, o que pode contribuir para melhores resultados econômicos nas propriedades.

Assistência técnica para apicultores

O supervisor regional do Senar em Santa Catarina, Ricardo Costa, explica que o programa de Assistência Técnica e Gerencial acompanha diferentes cadeias produtivas no meio rural. “O Senar disponibiliza um profissional especialista naquele assunto, que vai até a propriedade rural e assiste o produtor na parte gerencial e técnica”, afirmou.

Segundo Ricardo, o trabalho começa com uma avaliação individual da realidade de cada propriedade. A partir disso, o técnico orienta o produtor conforme as condições existentes. “Ele faz um diagnóstico personalizado daquela propriedade e faz as orientações adequadas à realidade do produtor”, explicou.

Em Ituporanga, o grupo acompanhado pelo programa recebeu orientações sobre manejo dos apiários, cuidados com as abelhas e estruturas necessárias para a criação. Além disso, o trabalho também abordou práticas ligadas à organização da produção.

Durante os dois anos de acompanhamento, o Senar observou avanço na produtividade de mel por caixa. “Nesse período de acompanhamento técnico, o que a gente mais observou de melhoria foi, principalmente, a produtividade de mel por caixa”, disse Ricardo.
O supervisor também citou o envolvimento dos apicultores com a atividade. “A gente percebe muito que produtores e criadores de abelhas são apaixonados pelas abelhas. Com isso, eles têm esse cuidado além do normal com esses pequenos animais tão importantes para a agricultura”, afirmou.

União do grupo ajudou na compra de materiais

Outro ponto observado durante o programa foi a organização coletiva dos produtores. Segundo Ricardo Costa, o grupo passou a se unir para comprar materiais e insumos, buscando reduzir custos. “Outro ponto importante foi a união do grupo para compra de materiais em conjunto, para que se consiga ter desconto ou uma queda de valores”, relatou.

A organização também abriu espaço para o fortalecimento da atividade, tanto na compra de insumos quanto na venda dos produtos. “Além de fazer parte de um programa de assistência técnica, eles se uniram para se fortalecer na venda e na compra dos materiais necessários para que essa atividade agrícola aconteça da melhor forma”, afirmou.

Embora o ATeG não ofereça pagamento direto aos produtores, o acompanhamento técnico pode refletir no fluxo de caixa das propriedades. De acordo com Ricardo Costa, os participantes registraram aumento de renda ao fim do período. “No final da conta, no balanço de entrada e saída, todos tiveram um aumento de renda. Todos tiveram uma melhoria da qualidade de vida também por meio do aumento da renda dessa atividade agrícola”, disse.

Como participar dos programas do Senar

Produtores rurais interessados em cursos presenciais, capacitações online com certificação ou programas de Assistência Técnica e Gerencial podem buscar informações pelo site do Senar.

Além disso, os agricultores também podem procurar o Sindicato dos Produtores Rurais mais próximo para consultar a disponibilidade de cursos e programas em cada cadeia produtiva.

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