Produtores de tabaco enfrentam um cenário de preocupação na comercialização da safra 2025/2026. A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) intensificou as cobranças às empresas do setor fumageiro diante da insatisfação de agricultores com os valores pagos pelo produto.
Segundo o presidente da Afubra, Marcílio Laurindo Drescher, há relatos de remuneração abaixo do custo de produção e falta de valorização da qualidade do tabaco entregue pelos produtores. “Fumo bom, de qualidade, separado com capricho pelo produtor, tem que ser bem valorizado e isso está sendo esquecido nesta safra”, afirmou.
Produtores questionam classificação do tabaco
Entre as principais reclamações está a forma de avaliação adotada por algumas empresas durante a compra do produto nas propriedades rurais.
Segundo a Afubra, há casos em que as diferenças entre as classificações de menor e maior valor são pequenas, sem reconhecimento adequado da qualidade do tabaco produzido.
A entidade afirma que produtores estão sendo prejudicados mesmo em safras com bom padrão de qualidade.
Discussão foi levada ao Foniagro e ao Cade
A situação foi debatida no Fórum Nacional de Integração da Cadeia Produtiva do Tabaco (Foniagro), que reúne representantes dos produtores, do Sinditabaco e das empresas do setor.
Além disso, a Afubra levou o tema ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em Brasília. A principal reivindicação é a retomada da discussão sobre uma tabela mínima única de preços para o tabaco.
Segundo Drescher, atualmente cada empresa trabalha com uma tabela própria, o que amplia diferenças de remuneração e gera insegurança aos produtores.
Entidade defende mais equilíbrio nas negociações
A Afubra afirma que busca mais transparência, equilíbrio e previsibilidade na comercialização da safra.
De acordo com a entidade, uma tabela mínima única poderia facilitar as negociações e reduzir as distorções enfrentadas pelos produtores rurais.
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Foto: SindiTabaco