Boletim Informativo

Prefeitura de Bom Retiro mantém apoio ao programa Lar Legal Rural

Iniciativa facilita o acesso ao registro de propriedades rurais ocupadas há pelo menos cinco anos no município

Prefeitura de Bom Retiro mantém apoio ao programa Lar Legal Rural Imagem Aérea de Bom Retiro. Foto: Flávio Deucher / ASCOM Prefeitura de Bom Retiro

A Prefeitura de Bom Retiro segue apoiando o programa Lar Legal Rural, desenvolvido pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

O objetivo é permitir que agricultores obtenham o registro definitivo das propriedades onde já vivem há, no mínimo, cinco anos. Para explicar o funcionamento, o advogado André Filipe Alves, representante da empresa LDG, detalhou os critérios e o andamento das inscrições.

Regularização fundiária rural em Bom Retiro

Segundo o advogado André Filipe Alves, o programa está em operação desde o ano passado e continuará atendendo novas demandas. Ele afirma que a iniciativa funciona de forma simplificada, embora siga um procedimento judicial: "A gente consegue fazer as escrituras definitivas desses imóveis com o mínimo de documentação", explicou. Ele também mencionou que o processo se assemelha ao usucapião, mas apresenta trâmites menos complexos: "A gente entende que ele seja um uso capião simplificado."

As inscrições ocorrem no Sindicato dos Trabalhadores Rurais, onde os documentos são reunidos em blocos para envio. Além disso, o programa atende exclusivamente famílias que vivem na zona rural e que se enquadram na agricultura familiar. A comprovação de posse pode incluir contratos, documentos de energia elétrica ou internet e até declarações de vizinhos.

Critérios, custos e acompanhamento pelo sindicato

O advogado reforçou que o programa não contempla sítios destinados ao lazer, pousadas ou chalés, pois a iniciativa prioriza agricultores em situação de subsistência. Ele também explicou como ocorre a coleta de documentos no município: "Conforme as pessoas vão se inscrevendo, a gente faz blocos. A gente pede a documentação no sindicato, ali com o Jaisson, e dá andamento ao processo."

Sobre os valores, o representante informou que o custo atual é de R$ 3.600,00 para imóveis de até três hectares. Acima disso, acrescenta-se R$ 100,00 por hectare. Ele comparou a economia em relação ao usucapião tradicional: "Hoje, um uso capião vai custar em torno de R$ 10.000,00 a R$ 15.000,00. Com o programa, o valor é bem reduzido." 

O coordenador do sindicato, Jaisson dos Santos, reforçou que o processo está em andamento e continuará sendo ampliado: "A gente está hoje com 14 agricultores. Se alguém mais estiver interessado, a gente fecha esse grupo, mas depois abre outros. Ele não acaba", afirmou.

Administração municipal reforça a importância da iniciativa

A prefeita Helena Chaves ressaltou o respaldo institucional do programa e o impacto para as famílias rurais de Bom Retiro: "Quero ressaltar a credibilidade que esse programa traz por ter sido criado pelo Tribunal de Justiça. Ele passa por toda a credibilidade do tribunal", disse.

Ela também incentivou os agricultores a procurar o sindicato e avaliar a necessidade de regularização: "É um programa importante que vale a pena o nosso produtor rural avaliar. Facilita documentos e ajuda famílias a terem sua matrícula e o seu registro."

Ouça a reportagem de Flávio Deucher: 

Publicidade

Outras Notícias