Alto Vale

Prefeito e vice rompem politicamente em Braço do Trombudo, mas permanecem no PL

Vilberto Muller Schovinder anunciou o afastamento político da gestão. Adriano Treinatti afirma que respeita a decisão e nega falta de diálogo.

Prefeito e vice rompem politicamente em Braço do Trombudo, mas permanecem no PL Prefeito e vice-prefeito de Braço do Trombudo. Foto: Reprodução / Internet

O vice-prefeito de Braço do Trombudo, Vilberto Muller Schovinder, conhecido como Beto (PL), anunciou o rompimento político com a administração municipal. Em comunicado divulgado no dia 29, ele apontou divergências sobre as prioridades e a condução do governo, marcando o afastamento em relação ao prefeito Adriano Treinatti, também do PL.

Apesar do rompimento, Beto afirmou que continuará exercendo o mandato de vice-prefeito e permanecerá filiado ao partido. O comunicado, no entanto, não detalha quais decisões específicas da administração motivaram o desentendimento.

Procurado pela Rádio Sintonia, o prefeito Adriano Treinatti afirmou que recebeu a notícia com tranquilidade e respeito. Segundo ele, divergências políticas fazem parte do processo democrático e não devem interferir no trabalho da administração. “Eu recebi com muita tranquilidade e respeito. Divergência política faz parte do processo democrático e cada um faz as suas escolhas. Não vou transformar isso em disputa pessoal. O foco é trabalhar na gestão e entregar o que tenho que entregar para a população, que é o que eles esperam: resultado”, declarou.

Prefeito nega falta de diálogo

No comunicado, Beto relatou que assumiu o mandato com o compromisso de trabalhar em conjunto com o prefeito, mas que as diferenças de entendimento sobre a gestão pública aumentaram ao longo do período. Ele também afirmou que tentou contribuir com as decisões administrativas e buscar entendimento, sem alcançar os resultados esperados.

Questionado sobre a declaração de que faltaria diálogo entre os dois, Treinatti negou que tenha fechado as portas para o vice-prefeito. Segundo ele, as divergências estão relacionadas principalmente às diferentes formas de compreender a administração pública. “Eu não vejo que falta diálogo. Eu nunca fechei as portas para ninguém, nem para o meu vice. Muito pelo contrário, as portas sempre estiveram abertas. O que há realmente é uma divergência de ideias, que é natural do campo democrático”, afirmou.

O prefeito também mencionou diferenças de gerações e de entendimento sobre a gestão pública. Segundo Treinatti, a administração precisa seguir os princípios legais e os procedimentos atualmente exigidos pelo serviço público.

PL afirma que rompimento é decisão individual

Treinatti também confirmou que pretende permanecer no PL e manter o diálogo com as lideranças da sigla. Ele afirmou que já iniciou contatos com representantes regionais e estaduais para discutir os próximos encaminhamentos.

Sobre a continuidade de Beto no cargo de vice-prefeito, o chefe do Executivo disse que a decisão cabe ao próprio vice. Ainda assim, reforçou que pretende manter a atuação política voltada à união do grupo. “Eu como liderança, como prefeito, o meu trabalho é somar, não é dividir. E é isso que eu vou procurar fazer. [...] Eu jamais fechei as portas para ninguém”, declarou.

Após o anúncio do rompimento, o Partido Liberal de Braço do Trombudo também divulgou uma nota oficial. A sigla afirmou que respeita a liberdade de manifestação de seus integrantes, mas esclareceu que o posicionamento de Beto é individual e não representa uma deliberação institucional do partido.

Até o momento, Vilberto Muller Schovinder não detalhou publicamente quais decisões administrativas motivaram o rompimento. A reportagem buscou ouvir o vice-prefeito para que também pudesse se manifestar sobre as declarações de Treinatti.

Ouça a reportagem de Vanessa Montibeller: 

Outras Notícias