Política

Pezenti compara representatividade política do Alto Vale a centros maiores

Candidato à reeleição pelo MDB aponta agricultura como uma das prioridades do mandato.

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Pezenti compara representatividade política do Alto Vale a centros maiores Pezenti, candidato à reeleição pelo MDB. Foto: Reprodução / ASCOM

O deputado federal Rafael Pezenti (MDB), candidato à reeleição em 2026, defendeu a manutenção da representatividade do Alto Vale na Câmara dos Deputados. Em entrevista à Sintonia FM, ele comparou a presença política da região com a de centros que possuem maior número de eleitores.

Natural de Petrolândia, Pezenti exerce o primeiro mandato como deputado federal, iniciado em fevereiro de 2023. Segundo ele, a região da cebola mantém representantes na Câmara há mais de três décadas. “Muita gente acabou se acostumando porque já faz 32 anos que a região da cebola tem um deputado federal”, afirmou.

O candidato citou os mandatos dos ex-deputados João Matos e Rogério Peninha Mendonça, além do próprio mandato. Para Pezenti, essa sequência contribuiu para manter uma ligação direta entre os municípios e Brasília.


Pezenti defende representatividade do Alto Vale

Ao falar sobre a importância de eleger representantes da região, Pezenti comparou o Alto Vale com áreas de maior concentração populacional. “Quantos municípios maiores do que Ituporanga não têm um deputado federal?”, questionou.

Na entrevista, o candidato afirmou ter destinado mais de R$ 10 milhões para Ituporanga durante o mandato. Além disso, declarou que os recursos destinados à região da cebola superam R$ 50 milhões.

Os valores foram apresentados pelo próprio deputado durante a entrevista. Dados da Câmara dos Deputados confirmam que Pezenti possui emendas destinadas a Santa Catarina durante o atual mandato, embora a consulta pública por ano não permita confirmar, isoladamente, os totais regionais citados por ele.

“Eu só não fico fazendo muita propaganda disso, porque é um dinheiro que não está saindo do meu bolso. Está saindo do bolso dessas pessoas que moram aqui na região da cebola”, declarou.


Relação com Peninha e atuação na Câmara

Pezenti também comentou a relação política com o ex-deputado federal Rogério Peninha Mendonça, de quem recebeu apoio para chegar à Câmara. “Sou leal, sou fiel a ele. Mas eu tenho personalidade, e o Peninha nunca, nesses quatro anos de mandato, me ligou pedindo para votar a favor ou contra um projeto”, disse.

Segundo o parlamentar, Peninha também não interferiu na destinação de recursos aos municípios. Pezenti afirmou que teve autonomia para conduzir o mandato.

Atualmente, o deputado integra como titular a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara.


Agricultura está entre as bandeiras de Pezenti

Durante a entrevista, Pezenti colocou a agricultura entre as áreas que procura representar em Brasília. O candidato citou especialmente pequenos agricultores e produtores de tabaco e cebola. “É melhor ter um no meio de 500 brigando pelo produtor de cebola do que ter zero”, afirmou.

O deputado também declarou ter destinado mais de R$ 155 milhões para implementos, máquinas e obras no interior. Assim como os valores regionais citados anteriormente, o montante foi informado pelo próprio candidato durante a entrevista.

Ao avaliar o mandato, Pezenti disse que não mudaria a forma como atuou nos últimos quatro anos. “Eu não teria feito nada diferente. Eu dei tudo de mim. Eu não teria como fazer nada melhor do que fiz”, declarou.


Pezenti evita prometer resultados na campanha

Na disputa pela reeleição, o candidato afirmou que não pretende assumir compromissos sobre resultados que dependam de outros agentes políticos ou órgãos públicos. “Eu não tenho condições de prometer nada, a não ser uma coisa só, porque isso depende só de mim, que é o meu trabalho”, disse.

Pezenti afirmou que pretende manter a atuação adotada no primeiro mandato caso conquiste uma nova vaga na Câmara. “Eu posso prometer que vou continuar trabalhando e honrando a confiança das pessoas que em mim depositaram o voto”, concluiu.

A reportagem é de Berta Thiesen.

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