O Ministério Público de Santa Catarina denunciou três homens acusados de integrar uma associação criminosa responsável por uma sequência de crimes que terminou em duplo latrocínio no Alto Vale do Itajaí. A denúncia foi apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Rio do Sul e envolve fatos registrados em janeiro deste ano em quatro municípios da região.
De acordo com o MPSC, o grupo atuava de forma organizada e permanente, dividindo tarefas entre os integrantes e utilizando um veículo para deslocamento e fuga. A escalada criminosa teria começado com furtos, avançado para roubos armados e culminado em dois homicídios durante a prática de crimes patrimoniais.
Dinâmica dos crimes
Conforme a denúncia, no dia 18 de janeiro, os acusados praticaram um furto em uma lanchonete no município de Rio do Oeste. Ainda no mesmo dia, o grupo seguiu para o interior de Rio do Sul, onde ocorreram as duas mortes.
Um idoso de 80 anos foi morto dentro da própria residência durante a subtração de uma espingarda. Um segundo homem, de 52 anos, vizinho da primeira vítima, foi morto ao perceber movimentação suspeita no local. Segundo a investigação, o corpo dessa segunda vítima foi ocultado em uma lagoa próxima à casa.
No dia seguinte, 19 de janeiro, já de posse da arma subtraída, os suspeitos teriam cometido roubos armados em uma farmácia em Pouso Redondo e em uma padaria no município de Presidente Getúlio, sempre mediante grave ameaça.
Investigação e prisões
A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Rio do Sul, confirmou a ligação entre as mortes e os roubos ocorridos horas depois em Presidente Getúlio. As apurações indicam que o crime teve início na noite de 18 de janeiro e evoluiu para latrocínio e ocultação de cadáver.
A Polícia Militar localizou o veículo utilizado nos crimes, apreendeu a arma de fogo e prendeu os três suspeitos em ações distintas. Parte dos objetos furtados e roubados foi recuperada. O trio permanece recolhido no Presídio Regional de Rio do Sul.
Crimes denunciados
O Ministério Público denunciou os acusados pelos crimes de associação criminosa, furtos qualificados, roubos majorados, dois latrocínios, ocultação de cadáver e porte ilegal de arma de fogo. A Promotoria requereu o recebimento da denúncia, a produção de provas periciais e testemunhais e, ao final, a condenação dos réus.
Segundo o promotor de Justiça Fabrício Franke da Silva, “o conjunto de provas indica que os acusados agiram de maneira organizada e com extrema violência, avançando progressivamente na gravidade dos crimes”, destacando que a denúncia busca reforçar a proteção à vida e à segurança da população.
Foto: Reprodução / Polícia Militar / Redes Sociais