Alto Vale

Menos de 40% das crianças se vacinaram contra a gripe no Alto Vale

Vigilância Epidemiológica alerta para baixa procura, internações por vírus respiratórios e quatro mortes por influenza na região

Menos de 40% das crianças se vacinaram contra a gripe no Alto Vale Vacina contra gripe - Imagem Ilustrativa. Foto: Reprodução / Site Prefeitura de Major Sales

A campanha de vacinação contra a gripe entrou na última semana com baixa adesão no Alto Vale do Itajaí. Segundo a Vigilância Epidemiológica da Gerência Regional de Saúde de Rio do Sul, apenas 36% das crianças foram vacinadas contra a influenza na região. Entre os idosos, a cobertura também preocupa e está em 41%.

A enfermeira Josiane Verdi Schaade explica que a campanha tem como objetivo proteger a população antes do período de maior transmissão dos vírus respiratórios, especialmente no inverno. Mesmo após o encerramento oficial da mobilização, a vacina contra a gripe continuará disponível nas unidades de saúde.

Vacinação ainda não chegou à metade do público esperado

De acordo com Josiane, a cobertura vacinal está abaixo do necessário para reduzir casos graves, internações e mortes. A preocupação é maior entre os grupos considerados mais vulneráveis, como crianças, idosos e gestantes.

“Aqui no Alto Vale, a gente teve somente 36% do público de crianças vacinado e 41% do público de idosos. Então, a gente não consegue atingir nem a metade do público que a gente gostaria de preparar, de vacinar para diminuir os casos de internações”, afirmou.

Alto Vale já registrou quatro mortes por influenza neste ano

A baixa procura pela vacina preocupa ainda mais diante dos registros de casos graves na região. Segundo a Vigilância Epidemiológica, o Alto Vale já teve quatro mortes por influenza neste ano. Entre as vítimas, estão duas crianças.

Josiane lembra que a gripe é uma doença que pode ser prevenida por vacinação. Além disso, a vacina é considerada segura e tem como principal função evitar que o paciente evolua para um quadro grave: “A vacina da influenza é uma vacina extremamente segura. A indicação principal dessa vacina é fazer com que o paciente não fique grave, não interne”, explicou.

Vírus respiratórios pressionam a rede de saúde

Além da influenza, outros vírus respiratórios também seguem em circulação. Em Santa Catarina, já foram registradas cerca de quatro mil internações por síndrome respiratória aguda grave neste ano. Desse total, quase mil pessoas precisaram de atendimento em UTI.

A Covid-19 também continua presente na rotina de saúde. Conforme Josiane, a circulação é menor em comparação a outros períodos, mas a letalidade ainda preocupa. O estado já registrou mais de 30 mortes por Covid-19 em 2026.

Crianças, idosos e gestantes estão entre os grupos prioritários

A definição dos grupos prioritários leva em conta o risco aumentado de agravamento da doença. Crianças estão mais expostas por frequentarem ambientes escolares e salas fechadas. Já os idosos podem ter menor resposta imunológica e maior chance de complicações.

No caso das gestantes, a vacinação protege a mãe e também ajuda a passar proteção ao bebê, que só poderá receber a vacina contra a influenza a partir dos seis meses de idade.

A orientação da Vigilância Epidemiológica é que pais, responsáveis, idosos, gestantes e demais pessoas dos grupos indicados procurem a unidade de saúde mais próxima para atualizar a vacinação.

Ouça a reportagem de Vanessa Montibeller: 

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