Agro

Legalização ajuda famílias rurais do Alto Vale a agregar valor aos produtos do campo

Epagri, Sebrae, Senar, Amavi e parceiros auxiliam famílias rurais na adequação de agroindústrias, alimentos e turismo rural.

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Legalização ajuda famílias rurais do Alto Vale a agregar valor aos produtos do campo Propriedades rurais se transformam em destinos turísticos - Foto: Reprodução / Epagri

Produtores rurais do Alto Vale do Itajaí contam com apoio técnico para legalizar produtos, adequar estruturas e ampliar as possibilidades de renda dentro das propriedades. O trabalho envolve instituições como Epagri, Sebrae, Senar, Amavi e demais parceiros que atuam na orientação das famílias.

Segundo a extensionista da Epagri, Katiucia Michele Visentainer, a propriedade rural deixou de ser vista apenas como espaço de produção primária. Hoje, além da cebola, milho, fumo, leite e outros produtos tradicionais, muitas famílias buscam agregar valor ao que produzem.

Essa agregação pode ocorrer na transformação de leite em queijo, frutas em geleias, produtos coloniais, embutidos, cafés coloniais, hospedagem rural e experiências ligadas ao turismo.

Propriedade rural como fonte de renda

Katiucia explica que a propriedade rural é um espaço de qualidade, sabores e geração de renda para as famílias. No entanto, cada atividade exige enquadramento legal e orientação específica. “A propriedade rural hoje agrega valor sobre o que tem de produto primário, mas também comercializa produtos e serviços”, afirmou.

Conforme a extensionista, cada nova fonte de renda dentro da propriedade, seja na agroindustrialização ou na prestação de serviços, precisa seguir normas próprias. “Para cada receita gerada numa propriedade existe uma legislação específica, e isso precisa de assessoria”, explicou.

Apoio técnico para legalização

O trabalho dos parceiros envolve orientação sobre normas sanitárias, inspeção, estrutura física, manipulação de alimentos, documentação e acesso a políticas públicas.

Segundo Katiucia, há profissionais atuando em diferentes frentes para auxiliar produtores que desejam sair da informalidade e comercializar com segurança. “Hoje nós temos apoios técnicos para essa legalização, para esse enquadramento de todas essas atividades, seja com agroindustrialização, seja com prestação de serviços como hospedagem”, destacou.

Além da orientação técnica, os produtores também podem receber informações sobre programas governamentais, recursos e políticas públicas que ajudam a impulsionar atividades nas propriedades rurais.

Legalização garante segurança alimentar

Uma das dúvidas comuns entre produtores é sobre a dificuldade para legalizar produtos como doces, geleias, queijos, embutidos e outros alimentos. Para Katiucia, ainda existe um mito de que o processo é impossível ou muito burocrático.

Ela reconhece que existem etapas a cumprir, mas reforça que as regras têm uma finalidade clara: garantir segurança alimentar ao consumidor. “A finalidade das legislações é garantir que aquele produto chegue até o consumidor de forma segura e saudável”, explicou.

A extensionista também lembra que há diferença entre produzir para consumo da própria família e produzir para vender. Quando há comercialização, o alimento precisa atender normas de produção, manipulação e fiscalização.

Pequenas adequações podem resolver

Em muitos casos, a legalização não exige grandes investimentos. Segundo Katiucia, pequenas adaptações na propriedade já podem permitir que o produtor se enquadre nas normas.

Ela cita exemplos em Ituporanga, onde agroindústrias foram estruturadas em espaços adaptados, como garagens ou áreas sociais, desde que isoladas da cozinha e do convívio familiar.

Esses locais passam a ter uso exclusivo para manipulação e preparo de alimentos, com orientação da Vigilância Sanitária. Quando o produto é de origem animal, também há acompanhamento do serviço de inspeção. “Às vezes o investimento é mínimo, desde que siga a legislação. Com pequenas atitudes e pequenos reparos, é possível atender o que a legislação pede”, afirmou Katiucia.

Valorização do produto rural

A legalização permite que o produtor amplie mercados, participe de feiras, forneça para estabelecimentos e ofereça seus produtos com mais segurança ao consumidor.

Além disso, fortalece a imagem da agricultura familiar e abre caminho para novas oportunidades no turismo rural, na gastronomia e na comercialização regional.

Para a Epagri e entidades parceiras, o objetivo é mostrar que a propriedade rural pode gerar renda de diferentes formas, preservando a identidade local e valorizando o trabalho das famílias do Alto Vale.

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