O Governo Federal deve apresentar nos próximos dias um pacote de medidas voltado à redução das dívidas das famílias brasileiras. A proposta inclui a liberação de parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para trabalhadores endividados.
A confirmação foi feita pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, nesta segunda-feira (13). Segundo ele, o plano está em fase final e busca amenizar o impacto das altas taxas de juros sobre a renda da população.
Uso do FGTS para quitar dívidas
De acordo com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, a proposta prevê que trabalhadores possam utilizar até 20% do saldo do FGTS para abater ou quitar dívidas em atraso. “O que o governo vai fazer é oferecer àqueles que estão com mais dívida a oportunidade de reduzir a sua dívida e de renegociá-la com juros menores”, afirmou.
Além disso, o pacote pode movimentar até R$ 17 bilhões do fundo. A ideia é direcionar o recurso para diminuir o endividamento, sem ampliar novas dívidas.
Conforme o Ministério da Fazenda, o programa deve atender trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos. O foco principal são famílias com dívidas atrasadas.
Entre as modalidades incluídas estão cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. Dessa forma, o governo tenta reduzir o comprometimento da renda com juros elevados.
Impacto dos juros e ampliação do alcance
Ainda segundo o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, as taxas atuais acabam pressionando o orçamento das famílias. “Infelizmente, nós temos uma taxa de juros muito alta e isso acaba comprometendo parte da renda dos trabalhadores”, disse.
Por fim, o governo avalia incluir pequenos produtores rurais afetados por crises climáticas, além de pequenas e médias empresas, ampliando o alcance das medidas.
O pacote será apresentado oficialmente nos próximos dias.
Ouça a reportagem da Rede de Notícias Acaert com Rita Sardi.
Pacote para redução de dívidas será apresentado. Foto: Reprodução / RNA