O governo federal já ressarciu R$ 2,82 bilhões a aposentados e pensionistas vítimas de descontos irregulares em benefícios do INSS, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira (29), com dados até 26 de dezembro. O valor corresponde a 4.137.951 pedidos de contestação atendidos.
Ao todo, foram registrados 6.362.898 pedidos, sendo que 6.231.376 não reconheceram os descontos e 131.522 confirmaram a autorização. 44 entidades foram acionadas, que apresentaram documentação em 1.592.421 casos.
O principal canal de contestação foi o Meu INSS (site e aplicativo), com 54,1% dos pedidos, seguido pelos Correios (35,5%), Central 135 (6,6%) e pedidos abertos de ofício (3,8%).
O prazo para contestar foi prorrogado até 14 de fevereiro de 2026 e vale para descontos realizados entre março de 2020 e março de 2025. A contestação pode ser feita pelo Meu INSS, Central 135 ou Correios. Após o registro, a entidade tem 15 dias úteis para responder; caso contrário, o sistema libera automaticamente a adesão ao acordo de ressarcimento.
Os descontos estão suspensos desde 23 de abril, após a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal e CGU, que revelou um esquema de fraudes investigado também pela CPMI do INSS.
Reprodução / Internet