Alto Vale

Garrafas PET estão entre principais materiais recolhidos durante ação na rodovia de Vidal Ramos; Grande parte delas continha urina

Mutirão percorreu cerca de 12 km e encontrou garrafas PET, latas, fraldas, vidros e embalagens.

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Garrafas PET estão entre principais materiais recolhidos durante ação na rodovia de Vidal Ramos; Grande parte delas continha urina Grupo de voluntários que fez recolhimento às margens da rodovia. Foto: Reprodução / Prefeitura Vidal

Garrafas PET, muitas delas contendo urina, estão entre os materiais encontrados durante um mutirão de limpeza às margens da rodovia de acesso a Vidal Ramos. A ação percorreu cerca de 12 quilômetros, desde a entrada do município até a região central.

O trabalho chegou à quinta edição e reuniu a Rede de Mobilização Social de Vidal Ramos, a Votorantim Cimentos, a Prefeitura e voluntários da comunidade. Além de retirar os resíduos, a iniciativa busca chamar atenção para as consequências ambientais do descarte irregular.

Entre as preocupações está o acúmulo de recipientes que podem armazenar água e servir como criadouros do mosquito Aedes aegypti.


Garrafas PET com urina chamaram atenção durante mutirão

Segundo a analista de Gente da Votorantim Cimentos de Vidal Ramos, Luíza Azevedo, a empresa forneceu materiais e estrutura para a realização do trabalho. “A Votorantim entrou com o transporte, luvas, saco de lixo, água e os voluntários, enquanto a prefeitura apoiou com o caminhão de destinação dos resíduos e a mobilização de mais voluntários para a ação”, explica.

Nesta edição, as garrafas PET apareceram entre os materiais encontrados com maior frequência. “Durante essa edição do mutirão, nós encontramos principalmente as garrafas PET, muitas delas com urina, além de latinhas, embalagens de alimento, fraldas descartáveis e vidros”, relata Luísa.

De acordo com ela, o número de participantes ficou abaixo dos anos anteriores. Por consequência, o grupo também recolheu uma quantidade menor de resíduos.


Lixo às margens da rodovia pode favorecer criadouros do Aedes Aegypti

Além do impacto ambiental, recipientes descartados nas margens das estradas podem acumular água. Com isso, surge outra preocupação para o município: a formação de possíveis criadouros de mosquitos.

A agente de combate a endemias da Prefeitura de Vidal Ramos, Letícia Floriani, explica que o movimento de veículos também representa um fator de atenção. “Esse fluxo de automóveis e caminhões aumenta a possibilidade da vinda do mosquito Aedes aegypti de carona. O nosso município não pode permitir que haja criadouros disponíveis quando esse mosquito chegar até aqui”, afirma.

Por isso, o recolhimento também integra uma estratégia de conscientização sobre os impactos provocados pelo descarte inadequado.


Mutirão de limpeza chega à quinta edição em Vidal Ramos

A expectativa dos organizadores é manter a mobilização pelo menos uma vez por ano. As edições costumam ocorrer entre setembro e outubro.

Segundo Letícia, inicialmente havia a expectativa de que o volume de resíduos diminuísse a cada nova edição. No entanto, os mutirões continuaram encontrando lixo nas margens da rodovia. A quantidade recolhida também pode variar conforme o número de voluntários envolvidos. “Além dessa movimentação de recolher o lixo, ela também tem a intenção de gerar a mobilização das pessoas no intuito de entender as causas e as consequências desse impacto ambiental”, explica.

A próxima edição está prevista para 2027.


Câmeras para fiscalizar descarte já foram discutidas

A instalação de câmeras em pontos da rodovia também entrou nas discussões sobre possíveis formas de combater o descarte irregular. Porém, até o momento, não existe projeto em andamento para implantar os equipamentos. “Seria muito adequada a instalação de câmeras. Isso já é algo que foi discutido. Não temos ainda nada concreto, nenhum projeto a ser implementado”, afirma Letícia.

Para a agente, a fiscalização poderia complementar o trabalho de conscientização e ajudar a reduzir o descarte de resíduos às margens das estradas.

“Se não for pela consciência, que as pessoas saibam que estão sendo fiscalizadas”, conclui.

 

A reportagem é de Berta Thiesen.

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