Economia

FIESC prevê perda de 41,4 mil empregos com jornada de 40 horas em SC

Estudo apresentado em Brasília aponta impacto na indústria, nas exportações e no PIB catarinense.

FIESC prevê perda de 41,4 mil empregos com jornada de 40 horas em SC FIESC projeta 41,4 mil empregos a menos com jornada de 40 horas em SC. Foto: Reprodução / RNA

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) apresentou à bancada federal, em Brasília, um estudo que prevê a perda de 41.400 empregos no Estado nos próximos dois anos, caso a jornada semanal seja reduzida de 44 para 40 horas sem redução salarial.

Do total, 19.100 vagas seriam extintas apenas na indústria. Além disso, o levantamento indica aumento de quase 10% nos custos do trabalho e impacto de 0,6% no PIB catarinense.

Indústria pode sentir maior impacto

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, afirmou que o debate não deve ocorrer de forma apressada, principalmente em ano eleitoral: “O impacto na indústria é muito grande. Nós não podemos encarecer o custo do Brasil mais um pouco”, declarou o presidente da FIESC, Gilberto Seleme.

Ele ressaltou que parte dos trabalhadores já possui jornadas diferenciadas, mas que o setor produtivo industrial teria impacto proporcional maior.

Exportações e setores estratégicos

O estudo aponta queda de 1,07% nas exportações de Santa Catarina, com reflexo nas vendas de carne de aves, carne suína, madeira bruta e produtos de madeira. O coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, deputado federal Ismael dos Santos, do PSD-SC, também criticou a proposta:

6 por 1 é impossível, vai quebrar esse país. Tenho conversado com a indústria e com o comércio. É impossível a implementação”, afirmou o deputado federal Ismael dos Santos.

O tema segue em discussão no Congresso, enquanto representantes do setor produtivo defendem análise técnica antes de qualquer mudança.

Acompanhe os detalhes com Rita Sardi, da Rede de Notícias Acaert: 

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