Agro

Epagri de Ituporanga desenvolve cebola híbrida mais produtiva e resistente a doenças

Pesquisa conduzida em Ituporanga desde 2014 pode iniciar processo de registro no Ministério da Agricultura em 2027

Epagri de Ituporanga desenvolve cebola híbrida mais produtiva e resistente a doenças Apenas 5% do cultivo de cebola no Estado utiliza sementes híbridas. Foto: Epagri

A Estação Experimental da Epagri de Ituporanga trabalha no desenvolvimento de um cultivar de cebola híbrida com maior produtividade e menor suscetibilidade a doenças. A pesquisa é conduzida desde 2014 pelo engenheiro-agrônomo Daniel Pedrosa Alves e pode avançar, no próximo ano, para a etapa de registro junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária. 

Segundo Daniel Pedrosa Alves, o principal diferencial da cebola híbrida está na uniformidade genética, o que proporciona melhor desempenho no campo e facilita o manejo da lavoura. “O cultivar híbrido entrega maior uniformidade, maior produtividade e facilita o manejo, principalmente na semeadura direta”, explicou. 

 

Produtividade e qualidade pós-colheita

De acordo com o pesquisador, a uniformidade das plantas também melhora o processo de colheita e a qualidade pós-colheita da cebola.

Isso permite ao agricultor produzir mais mantendo custos semelhantes aos cultivares tradicionais. “Quanto mais ele produzir por unidade de área, melhor será o custo por quilo produzido”, afirmou Daniel. 

 

Resistência a doenças é desafio

A pesquisa busca unir produtividade e sanidade vegetal, um dos principais desafios enfrentados atualmente pelos produtores da região do Alto Vale do Itajaí.

Segundo a Epagri, muitos híbridos disponíveis no mercado apresentam dificuldade para suportar a pressão de doenças típica do Sul do Brasil. “O agricultor precisa de um material que tenha bom desempenho fitossanitário para não precisar gastar muito”, destacou o pesquisador. 

 

Testes acontecem desde 2021

Os testes de campo com o híbrido mais avançado começaram em 2021 e seguem apresentando resultados considerados positivos pela equipe técnica.

A expectativa é que os próximos anos ampliem a quantidade de materiais híbridos desenvolvidos pela Epagri.

 

Próximo passo é ampliar os testes

A previsão é iniciar, em 2027, os trâmites burocráticos para registro do cultivar junto ao Ministério da Agricultura.

Além disso, a Epagri pretende realizar testes ampliados fora da unidade experimental de Ituporanga. “Caso os resultados se confirmem novamente neste ano, nossa expectativa é iniciar o processo de registro e ampliar os testes em outras áreas”, afirmou Daniel Pedrosa Alves. 

Acompanhe mais detalhes na entrevista de Jean Carlos.

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