Agro

Epagri aponta retorno de R$ 10,33 para cada real investido em 2025

Balanço Social reúne impactos de 132 tecnologias e aponta retorno global de R$ 13,32 bilhões para a sociedade.

Epagri aponta retorno de R$ 10,33 para cada real investido em 2025 Luana - Pesquisadora da Epagri. Foto: Reprodução / Site Agência de Notícias SECOM

Cada real investido pelo Governo de Santa Catarina em pesquisa agropecuária, extensão rural e ensino agrotécnico gerou R$ 10,33 de retorno para a sociedade em 2025. O resultado consta no Balanço Social 2025 da Epagri, que avaliou os impactos de 132 tecnologias produzidas e difundidas pela empresa no estado.

Somadas, essas tecnologias entregaram ao Brasil um retorno global de R$ 13,32 bilhões. Além disso, o documento apresenta dados da atuação da Epagri em áreas como agricultura, pecuária, pesca, conservação ambiental e formação técnica no meio rural.

Balanço Social da Epagri mostra retorno de investimentos

O Balanço Social 2025 reúne indicadores sobre o trabalho desenvolvido pela Epagri ao longo do ano. Segundo a empresa, o documento funciona como uma ferramenta de transparência e prestação de contas à sociedade.

Para o presidente da Epagri, Dirceu Leite, os números demonstram a importância do investimento público no setor agropecuário: “O balanço social é uma ferramenta fundamental de transparência e prestação de contas, porque permite mostrar à sociedade, de forma objetiva, os impactos do nosso trabalho. Os resultados demonstram que a pesquisa agropecuária, a extensão rural e o ensino agrotécnico são investimentos de alto retorno”, afirmou.

Tecnologias agropecuárias impactam cadeias produtivas

Os resultados apresentados pela Epagri envolvem tecnologias voltadas a cultivares mais produtivas, sistemas de manejo, conservação do solo e da água, pecuária, pesca e agricultura. Dessa forma, as ações alcançam diferentes cadeias produtivas que movimentam a economia catarinense.

Na área de pesquisa, a empresa lançou 20 novas tecnologias e executou 415 projetos em 2025. Já na extensão rural, foram realizadas 293 mil ações, com 135 mil atendimentos a agricultores e pescadores. Além disso, mais de 4.700 entidades também foram atendidas. No ensino agrotécnico, a Epagri atendeu 1.200 alunos. Desse total, 814 são filhos de agricultores.

Epagri atua em todos os municípios de Santa Catarina

De acordo com o presidente da empresa, o impacto do trabalho chega a todos os municípios catarinenses. A atuação envolve apoio direto a agricultores, pescadores e famílias rurais: “A Epagri está presente em todos os municípios catarinenses, apoiando agricultores, pescadores e suas famílias. Levamos conhecimento ao campo, ajudamos a enfrentar desafios climáticos, promovemos sustentabilidade dos sistemas produtivos e contribuímos para que as propriedades rurais sejam mais competitivas e rentáveis”, disse Dirceu Leite.

Ele também relacionou os resultados ao desenvolvimento regional e à permanência das famílias no campo: “Quando a sociedade investe na Epagri, ela está investindo em segurança alimentar, em desenvolvimento regional, em geração de renda, em preservação ambiental e em qualidade de vida”, completou.

Ensino agrotécnico passa a integrar nova fase da empresa

A edição de 2025 do Balanço Social também marcou o início do alinhamento das ações da Epagri às metas da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas. Com isso, cada uma das 132 tecnologias consideradas nos cálculos passa a indicar sua contribuição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Outro ponto citado no documento foi a ampliação da atuação da empresa no ensino. Em 2025, a Epagri se tornou a única empresa do Brasil a reunir pesquisa agropecuária, extensão rural e ensino agrotécnico.

Essa mudança ocorreu após a empresa assumir, em gestão compartilhada com a Secretaria de Estado da Educação, cinco Centros de Educação Profissional, os Cedups agrotécnicos, além de 11 Casas Familiares Rurais. Conforme o balanço, essa transformação busca contribuir para o futuro da agropecuária catarinense, com foco na sucessão familiar no campo e no mar.

Ouça a reportagem de Marcos Lampert (Agência de Notícias SECOM): 

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