Saúde

Em 2025, 33 pessoas buscaram rede pública para parar de fumar em Ituporanga

Rede pública vai ampliar grupos de apoio com três novas entradas ao longo de 2026.

Em 2025, 33 pessoas buscaram rede pública para parar de fumar em Ituporanga Grupos de apoio à cessação do tabagismo ocorrem em Ituporanga. Foto: Reprodução / Nutritotal

Em Ituporanga, 33 pessoas procuraram a rede pública de saúde em 2025 para tentar parar de fumar. O número foi registrado entre agosto e dezembro e acendeu um alerta sobre a necessidade de ampliar o atendimento no município.

Por isso, a Secretaria de Saúde confirmou mudanças para 2026. A partir deste ano, os grupos de apoio para cessação do tabagismo terão três novas inserções anuais, com foco em aumentar o acesso da população ao tratamento.

Tabagismo em Ituporanga ainda tem procura baixa

Segundo o psicólogo Rubens Ribeiro da Silva, a procura ainda é considerada pequena diante da quantidade estimada de fumantes no município: “Em torno de 33 pessoas procuraram a unidade básica de saúde como um todo em busca da cessação do tabagismo”, afirmou.

Rubens também destacou que muitos fumantes só procuram ajuda quando os efeitos já começam a aparecer: “A grande maioria busca por problemas de saúde, principalmente pulmonares. Outros procuram por questões sociais”, relatou.

Por que as pessoas começam a fumar?

De acordo com o psicólogo, o início do tabagismo costuma estar ligado a fatores emocionais e comportamentais: “A busca pelo tabagismo, às vezes, é a busca por uma sensação diante de crises de ansiedade ou problemas com a alimentação”, explicou.

Ele acrescentou que o cigarro pode gerar sensação momentânea de bem-estar, o que contribui para a continuidade do hábito. Quem deseja abandonar o cigarro pode procurar qualquer unidade básica de saúde de Ituporanga. O primeiro atendimento pode ser feito com psicólogo, enfermeiro ou médico.

Após a avaliação clínica, o paciente pode receber indicação de medicamentos, adesivos ou goma de nicotina. Em seguida, participa de grupos terapêuticos: “O paciente frequenta esses grupos por um período de cerca de quatro meses”, informou Rubens.

Novo fumante também pode buscar ajuda

O profissional orienta que quem começou a fumar recentemente também deve procurar atendimento o quanto antes: “Quando está no começo, talvez o paciente nem precise de medicamento. Às vezes, só vai usar a goma ou os adesivos de nicotina”, disse.

Para ampliar o alcance do serviço, o município passará a iniciar grupos de combate ao tabagismo três vezes ao ano: “Essa mudança foi feita justamente para tentar atender uma maior demanda de uma possível procura dos participantes”, concluiu o psicólogo.

Ouça a reportagem de Berta Thiesen: 

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