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Economia e perspectivas globais são destaque em encontro da Fiesc no Alto Vale

No encontro da Fiesc em Rio do Sul, especialistas destacam as perspectivas econômicas para 2025 e a resiliência do mercado local no Alto Vale.

Economia e perspectivas globais são destaque em encontro da Fiesc no Alto Vale Divulgação/Reprodução

Pablo Felipe Bittencourt, economista-chefe da Fiesc, participou do encontro de encerramento dos sindicatos patronais das indústrias e da vice-presidência da Fiesc no Alto Vale, realizado em 09 de dezembro, em Rio do Sul. Durante o evento, ele apresentou um panorama sobre a economia brasileira e mundial, destacando mudanças esperadas para 2025.

“O Brasil cresceu muito em 2024. Foi um crescimento impulsionado por estímulos fiscais, algo como um anabolizante que deu força extra ao organismo econômico, mas que tem seu custo. Não é algo sustentável no longo prazo. Esse crescimento será menor no próximo ano, pois será limitado por uma taxa de juros mais alta”, explicou Pablo.

O economista também apontou novas oportunidades surgindo na economia global. “A entrada do governo Trump traz mudanças nas alíquotas de importação em todo o mundo. O Brasil já se beneficiou, em certa medida, na primeira rodada de aumentos tarifários e agora tem a chance de aproveitar novamente. Além disso, o acordo com a União Europeia é outro fator dessa dinâmica global que pode beneficiar as empresas brasileiras”, concluiu.

O vice-presidente da Fiesc para o Alto Vale e presidente do Simmmers, André Armin Odebrecht, avaliou o cenário atual como delicado. “O que mais nos aflige é a incerteza econômica. Quando o câmbio, o dólar ou os juros variam muito, fica difícil tomar decisões. Por isso convidamos o Pablo, para termos mais informações técnicas. O momento econômico é desafiador e há muitas incertezas para 2025. Esperamos que, de alguma forma, as contas públicas sejam equilibradas, para termos uma economia mais estável.”

Sobre a situação da região, André destacou que o mercado local está em pleno emprego e apresenta boa resiliência. “A indústria representa 26% do PIB do Alto Vale, o que nos traz uma perspectiva positiva. Nossas empresas, em geral, alcançaram suas metas ao longo do ano. Agora, a maior preocupação é a falta de previsões claras para o futuro.”

Representando os presidentes dos sindicatos das indústrias, Hemerson May, do Sinfiatec, agradeceu o apoio da Fiesc aos sindicatos. “Temos total liberdade e um caminho bem definido para contribuir com a construção da nossa economia. Além disso, celebramos o alto investimento da Fiesc na construção do novo Senai e nas reformas do Sesi. Será uma nova etapa para a capacitação de profissionais técnicos no Alto Vale.”

O encontro contou com a participação de mais de 100 pessoas, representando os sindicatos patronais de indústrias do Alto Vale (Sindicer, Sinfiatec, Simmmers, Sinduscon/Rio do Sul, Sinduscon/Ibirama, Sindimade, Simars, Sindigraf), assim como outras entidades parceiras.

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