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Dr. Clayton Guimarães: Colelitíase - quando as pedras na vesícula precisam de atenção

Confira a coluna do médico cirurgião e endoscopista Dr. Clayton Guimarães.

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Dr. Clayton Guimarães: Colelitíase - quando as pedras na vesícula precisam de atenção Colelitíase - Imagem Ilustrativa. Foto: Geração de IA

A colelitíase, conhecida popularmente como “pedra na vesícula”, é uma condição bastante comum. Ela acontece quando se formam pequenas pedras dentro da vesícula biliar, um órgão localizado abaixo do fígado e responsável por armazenar a bile, que participa da digestão das gorduras.

Quais são os sintomas?

Muitas pessoas têm pedras na vesícula e não apresentam nenhum sintoma. Nesses casos, o achado pode acontecer por acaso durante uma ultrassonografia.

Quando existem sintomas, o mais comum é a cólica biliar: uma dor forte na parte superior direita ou no meio do abdômen, que pode ocorrer após refeições mais gordurosas e, às vezes, irradiar para as costas ou para o ombro direito. Náuseas e vômitos também podem acontecer.

Quando a situação pode ficar mais séria?

As pedras podem sair da vesícula e obstruir os canais que transportam a bile. Isso pode provocar complicações como:

  • Colecistite: inflamação da vesícula, geralmente acompanhada de dor persistente e febre;
  • Coledocolitíase: presença de pedra no canal biliar;
  • Icterícia: pele e olhos amarelados;
  • Pancreatite: inflamação do pâncreas causada pela obstrução da saída das secreções pancreáticas.

Dor abdominal intensa e persistente, febre, vômitos repetidos ou pele e olhos amarelados são sinais de alerta e precisam de avaliação médica.

Como é feito o diagnóstico?

O principal exame é a ultrassonografia do abdômen, que consegue identificar os cálculos e avaliar a vesícula e as vias biliares. Dependendo da situação, outros exames podem ser necessários.

E o tratamento?

Quando existem sintomas recorrentes ou complicações, o tratamento geralmente indicado é a retirada da vesícula biliar (colecistectomia), normalmente realizada por videolaparoscopia.

É possível viver normalmente sem a vesícula. Após a cirurgia, o fígado continua produzindo bile, que passa diretamente para o intestino.

Um cuidado importante

Não existe uma dieta capaz de dissolver de forma confiável as pedras da vesícula. Entretanto, enquanto se aguarda avaliação médica, evitar refeições muito gordurosas e muito volumosas pode ajudar a reduzir o desencadeamento dos sintomas em algumas pessoas.

A presença de pedra na vesícula não significa necessariamente que haverá complicações. O mais importante é avaliar cada caso individualmente, considerando os sintomas, o número e o tamanho dos cálculos e a presença de alterações na vesícula ou nas vias biliares.

Texto de Dr. Clayton Guimarães
Médico - CRM SC 10321
Especialista em Cirurgia (RQE 5633) e  em Endoscopia (RQE 9335)

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