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Diocese de Rio do Sul recebe pedido para abrir processo de beatificação da Irmã Paulina Sens

Entrega oficial foi feita em Ituporanga e marca o primeiro passo de uma caminhada que envolve investigação, testemunhos e análise em Roma.

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Diocese de Rio do Sul recebe pedido para abrir processo de beatificação da Irmã Paulina Sens Missa marcou o início do processo de beatificação de Irmã Paulina - Foto: HBJ

A Diocese de Rio do Sul recebeu oficialmente no domingo (22) o pedido para abertura do processo de beatificação da irmã Paulina Sens. A entrega foi feita pela Congregação das Irmãs Franciscanas de São José ao bispo diocesano, Dom Adalberto Donadelli Júnior, durante celebração em Ituporanga.

O ato marca o primeiro passo de uma caminhada considerada longa pela Igreja Católica. A partir de agora, o pedido deve ser analisado pelo bispo diocesano. Se aceito, seguirá para os bispos do Regional Sul 4, de Santa Catarina, e depois para Roma, onde será avaliado pela Santa Sé.

Segundo a irmã Zulmira Martins, que deve atuar como vice-postuladora da causa, a abertura formal do processo depende do aval das instâncias da Igreja. “Hoje foi dado o primeiro passo, com a entrega do pedido oficial da Congregação ao bispo diocesano. Se for aceito, iniciaremos todo esse processo de beatificação da irmã Paulina”, explicou.

Processo tem várias etapas

A fase diocesana começa oficialmente após a autorização de Roma. Nesta etapa, a Diocese conduz uma investigação sobre a vida, as virtudes e a fama de santidade da irmã Paulina.

O processo inclui a coleta de testemunhos, manifestações da comunidade e documentos que possam comprovar as virtudes heróicas da religiosa. “Na fase diocesana, a gente vai investigar as virtudes heróicas da irmã Paulina. Ouvem-se testemunhos, ouve-se a comunidade e todas as manifestações da população que tenham algum vestígio da santidade dela”, afirmou irmã Zumira.

Após a conclusão da etapa diocesana, todo o material é enviado a Roma. A Santa Sé faz uma nova análise para verificar se as informações levantadas pela Diocese confirmam a fama de santidade e as virtudes da religiosa.

Milagre é necessário para beatificação

Conforme a Igreja Católica, depois da comprovação das virtudes heróicas, a pessoa pode passar pelas etapas de serva de Deus e venerável. Para a beatificação, é necessário o reconhecimento de um milagre atribuído à intercessão da religiosa. “Depois de venerável, inicia-se uma nova fase, que é a fase dos milagres. Espera-se que tenha um milagre comprovado cientificamente e, depois disso, Roma também faz a análise”, explicou a vice-postuladora.

Para a canonização, que é a declaração oficial de santidade, a Igreja exige um novo milagre.

Irmã Zulmira destacou que a participação da comunidade será fundamental durante todo o processo, especialmente por meio de testemunhos, orações e relatos de graças alcançadas. “A comunidade é fundamental, tanto para comprovar a fama de santidade como para o milagre. O milagre vai acontecer na medida em que as pessoas intercederem e confiarem na intercessão dela”, afirmou.

Comunidade é convidada a participar

A Congregação e a Diocese também incentivam os fiéis a visitarem o túmulo e o memorial da irmã Paulina, além de relatarem testemunhos e graças atribuídas à intercessão dela.

Segundo irmã Zulmira, esse movimento ajuda a fortalecer a devoção e a reunir elementos importantes para o processo. “A gente convida as pessoas a visitar o seu túmulo, fazer orações, visitar o memorial e criar cada vez mais essa devoção à irmã Paulina”, disse.

Dom Adalberto Donadelli Júnior também destacou a importância do momento para a Diocese de Rio do Sul, para as Irmãs Franciscanas de São José e para a Paróquia Santo Estêvão, em Ituporanga. “Irmã Paulina foi uma mulher simples, humilde, uma religiosa que trabalhou sempre junto aos doentes nos hospitais e ofereceu a sua vida a Deus como um dom”, afirmou o bispo.

Religiosa é lembrada pela vida dedicada aos doentes

Irmã Paulina Sens morreu há 24 anos e é lembrada pela atuação junto aos doentes, especialmente na área da saúde e no serviço religioso. Segundo Dom Adalberto, muitas pessoas já pediam a abertura do processo. “Depois de 24 anos da sua morte, vamos iniciar essa caminhada. Pedimos a você que nos ouve: peça a intercessão de irmã Paulina. Peça a ela que leve ao Pai do céu as suas preces, os seus pedidos e as suas necessidades”, disse.

O bispo reforçou que a etapa inicial envolve investigação, mas que a beatificação depende da comprovação de um milagre. “O processo é feito também através de uma investigação, mas no final é preciso um milagre. Nós esperamos esse milagre, porque acreditamos na santidade de irmã Paulina”, afirmou.

Família acompanha processo com esperança

Familiares da irmã Paulina também participaram do momento. Um dos sobrinhos, Carlos Santos, afirmou que a família recebeu a notícia com satisfação e esperança. “Foi com grande satisfação e um prazer muito grande ter a nossa tia sendo homenageada dessa forma. Todos da família estão muito contentes e esperançosos”, afirmou.

Ele também lembrou do convívio com a religiosa e relatou que ela costumava visitar familiares, levando palavras de esperança. “Foi um convívio muito bom. Ela sempre levava muita esperança e muitas palavras boas”, contou.

A família pretende acompanhar o processo em oração, junto com a Congregação e a comunidade católica.

Confira mais detalhes com Jean Carlos:

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