Política

Deputado Pezenti aciona TCU para barrar licitação do STF que prevê monitoramento de redes sociais

Parlamentar questiona gasto de R$ 249 mil e pede suspensão de pregão do STF que prevê monitoramento de menções à Corte nas redes sociais.

Deputado Pezenti aciona TCU para barrar licitação do STF que prevê monitoramento de redes sociais Deputado Federal Rafael Pezenti. Foto: ASCOM / Rafael Pezenti

O deputado federal Pezenti (MDB) protocolou representação com pedido de medida cautelar junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) para suspender o pregão eletrônico do Supremo Tribunal Federal (STF) que prevê a contratação de uma empresa para monitorar menções à Corte nas redes sociais.

O certame, previsto para o dia 11 de maio, tem valor estimado de até R$ 249 mil e prevê a produção de relatórios diários sobre o que está sendo dito a respeito do STF e de seus ministros em plataformas como Instagram, X, YouTube, Facebook e TikTok. Segundo o edital, a empresa contratada deverá elaborar até 300 análises por dia, além de emitir alertas em tempo real e mapear influenciadores digitais.

Na representação, Pezenti aponta possíveis irregularidades no processo, como desvio de finalidade, ausência de interesse público e risco de dano ao erário. O parlamentar argumenta que o serviço não atende a funções institucionais do Judiciário e pode ser utilizado para monitorar críticas e opiniões da população.

“O edital não comprova a real necessidade desse tipo de contratação. Estamos falando de quase R$ 250 mil para vigiar o que o cidadão pensa e fala. Isso fere princípios básicos da administração pública”, afirma.

O deputado também criticou o que considera uma série de práticas que, segundo ele, têm abalado a confiança da população nas instituições.

“Não dá pra engolir a mulher de um ministro com contrato milionário advogando para empresa que está sendo julgada pelo próprio marido. Não dá pra normalizar que um ministro, sócio de um resort, faça negócios com um cara que ele mesmo tá julgando. E agora querem gastar dinheiro público para monitorar quem critica o sistema”, criticou o deputrado.

Para Pezenti, a contratação representa um risco à liberdade de expressão.

“É um gasto desnecessário, com potencial de censura contra quem tem coragem de se opor. O dinheiro público precisa ser usado com responsabilidade, não para censurar o cidadão”, concluiu.

O parlamentar pede que o TCU suspenda imediatamente o pregão até a apuração completa dos fatos.

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