O Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) passa por mudanças após aumento nos custos e nas ocorrências de perdas. Segundo o coordenador-geral de seguro da agricultura familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), José Carlos Zukowski, o foco atual inclui a gestão de riscos, além do controle de gastos.
A declaração foi feita durante o Seminário Nacional e do Mercosul da Cebola. Além disso, o tema foi apresentado em palestra voltada aos produtores da região.
Proagro e mudanças no seguro rural
De acordo com o coordenador-geral de seguro da agricultura familiar do MDA, José Carlos Zukowski, o programa passou por revisões após aumento da sinistralidade: “O Proagro está passando por muitas mudanças porque, no período recente, a sinistralidade cresceu muito e os gastos aumentaram”, afirma.
Ele também explicou que fatores como clima e custos contribuíram para o cenário atual. Com isso, o governo iniciou ajustes no programa. Além do controle financeiro, o programa passa a adotar estratégias voltadas à gestão de riscos.
Segundo Zukowski, essa mudança busca garantir proteção ao produtor rural: “Não é simplesmente corte de gastos, a gente tem que fazer gestão de riscos”, explica. Ele acrescenta que o objetivo é manter o programa funcional e adequado à realidade do campo. Dessa forma, o agricultor segue amparado diante de perdas.
Auditoria do TCU e revisão do modelo
O coordenador também citou apontamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o programa. Conforme ele, a auditoria indicou necessidade de ajustes na gestão: “O modelo de gestão do Proagro precisa ser aprimorado e revisto”, afirma.
Além disso, ele mencionou a possibilidade de criação de um comitê gestor específico para o programa. A proposta busca dar mais alinhamento técnico às decisões. Por fim, Zukowski destacou que as mudanças devem garantir equilíbrio financeiro e continuidade do atendimento aos agricultores familiares.
Ouça a reportagem de Berta Thiesen:
SENACE apresenta informações sobre PROAGRO. Foto: Berta Thiesen