Segurança

Conselho Tutelar de Ituporanga registra quase 500 denúncias em três meses

Relatório aponta casos de violência psicológica e sexual contra crianças e adolescentes no município.

Conselho Tutelar de Ituporanga registra quase 500 denúncias em três meses Foto: Reprodução / FEEBPR

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, lembrado em 18 de maio, acendeu um alerta em Ituporanga. Um relatório trimestral divulgado pelo Conselho Tutelar do município aponta quase 500 averiguações de denúncias envolvendo crianças e adolescentes apenas nos três primeiros meses do ano.

Entre os casos registrados estão situações de violência psicológica e violência sexual. Segundo a conselheira tutelar Tamires da Silva, até março foram contabilizados sete casos de violência psicológica e cinco de violência sexual no município.

Conselho alerta para sinais de abuso

De acordo com a conselheira, muitas vezes o abuso acontece dentro do próprio ambiente familiar ou entre pessoas próximas da vítima.

Ela explica que mudanças de comportamento podem indicar que algo está errado. Entre os sinais estão isolamento, queda no rendimento escolar, alterações bruscas de rotina e excesso de tempo nas redes sociais. “Pequenos detalhes, às vezes, nos informam muitas coisas”, afirmou.

Violência vai além do contato físico

O Conselho Tutelar também orienta que o abuso sexual não se resume apenas à conjunção carnal. Gestos, falas, olhares e toques indesejados também podem configurar violência sexual.

A conselheira reforçou ainda a importância de pais e responsáveis acompanharem a rotina dos filhos e manterem diálogo constante com crianças e adolescentes.

Escola pode ser espaço seguro para denúncias

Segundo Tamires da Silva, crianças e adolescentes que se sintam inseguros podem procurar ajuda na própria escola, conversando com professores, direção ou equipes pedagógicas.

O Conselho Tutelar também reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100. “O Conselho Tutelar está aí para proteger as crianças. A gente atende, orienta e faz os encaminhamentos necessários”, destacou a conselheira.

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