Saúde

Com apenas um caso em 2026, SC descarta risco de surto de hantavirose

Secretaria da Saúde afirma que linhagem registrada em Santa Catarina é transmitida por roedores e não passa de pessoa para pessoa.

Com apenas um caso em 2026, SC descarta risco de surto de hantavirose Com apenas um caso em 2026, SC descarta risco de surto de hantavirose. Foto: Reprodução / Site RNA

A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina informou que o cenário da hantavirose no estado é de estabilidade e controle. Segundo a pasta, a linhagem do vírus que circula em território catarinense não apresenta transmissão entre humanos.

Em 2026, Santa Catarina confirmou apenas um caso de hantavirose. A ocorrência foi registrada no município de Seara, no Oeste catarinense. Conforme a Secretaria da Saúde, a paciente se recuperou completamente.

Linhagem do hantavírus em SC não é transmitida entre pessoas

O superintendente estadual de Vigilância em Saúde e médico infectologista, doutor Fábio Gaudenzi, explicou que Santa Catarina registra casos de hantavirose há mais de 30 anos. No entanto, ele afirmou que a linhagem presente no estado tem características diferentes de outras variantes: “É importante lembrarmos que o Brasil e Santa Catarina já têm, há praticamente mais de 30 anos, casos de hantavirose. As linhagens que ocorrem aqui no país e em Santa Catarina são diferentes desta que está ocorrendo no surto identificado no navio”, explicou.

De acordo com o infectologista, em Santa Catarina a transmissão não ocorre de pessoa para pessoa. O contágio está relacionado ao contato com roedores silvestres, que são hospedeiros naturais do vírus: “O que ocorre normalmente aqui no estado é completamente diferente disso. Nós temos a transmissão a partir de roedores, roedores silvestres, que são o hospedeiro natural dos hantavírus aqui na nossa região”, disse.

Transmissão da hantavirose ocorre pelo contato com roedores

Em Santa Catarina, a transmissão para humanos acontece quando a pessoa entra em contato com fezes, urina ou saliva de roedores contaminados, principalmente por partículas suspensas no ar: “Quando nós, seres humanos, temos contato com as excretas, fezes, saliva e urina desses roedores, principalmente na forma de aerossóis, essas partículas virais tornam-se flutuantes no ar e são inaladas pelo ser humano”, detalhou doutor Fábio.

Esse risco pode ocorrer durante a limpeza de ambientes fechados ou na movimentação de cereais contaminados por excretas de roedores. Por isso, a orientação é evitar varrer esses locais a seco.

Sintomas da hantavirose podem evoluir para quadros graves

Os sintomas iniciais da hantavirose são semelhantes aos de outras doenças infecciosas. Entre eles estão febre, dor no corpo, dor de cabeça e dor abdominal.

Com a evolução do quadro, a doença pode causar formas mais graves, inclusive com insuficiência respiratória. Apesar disso, a Secretaria da Saúde avalia que não há potencial de grande disseminação em Santa Catarina.

Saúde orienta cuidados na limpeza de ambientes fechados

Para prevenir a hantavirose, a Secretaria de Estado da Saúde orienta a população a ventilar locais fechados antes da limpeza. Além disso, recomenda umedecer áreas com possível presença de fezes de roedores usando água sanitária.

A pasta também orienta que a população evite varrer a seco locais onde possa haver contaminação. Nos últimos seis anos, Santa Catarina registrou cerca de 90 casos de hantavirose.

Confira os detalhes na reportagem de Carol Denardi, da Rede de Notícias Acaert: 

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