A comercialização da cebola foi um dos principais temas debatidos na sessão desta semana da Câmara de Vereadores de Alfredo Wagner. O presidente do Legislativo, vereador Márcio Correia, relatou as ações que vem conduzindo em defesa dos produtores e voltou a criticar o que considera práticas injustas na venda do produto, como o chamado “caixa dois”.
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Segundo o vereador, o objetivo é buscar mais transparência na classificação e no pagamento da cebola catarinense. “Queremos que o agricultor receba o valor justo pelo que produz. Já mantivemos contato com a CEAGESP e queremos envolver a Cidasc e o Inmetro para padronizar as medições e garantir essa fiscalização”, afirmou.
Projeto “Ficha Limpa” e indicações de melhorias
Na sessão, o presidente também apresentou um projeto de lei que cria a exigência de “ficha limpa” para ocupação de cargos comissionados na Prefeitura. A proposta proíbe a nomeação de pessoas condenadas por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e delitos contra a dignidade sexual.
Os vereadores ainda apresentaram indicações voltadas à infraestrutura e manutenção. A vereadora Evelise Althof Heiderschdt solicitou melhorias no Cemitério Municipal da Catuíra, e o vereador Moacir pediu a limpeza de bueiros e reparos em estradas na comunidade de Pedra Branca. Corrêa também indicou recuperação de vias na localidade de Arroio do Leão, que enfrentam problemas em dias de chuva.
Valorização do agricultor e críticas à fiscalização
Durante a entrevista, Correiaa afirmou que continuará defendendo os produtores rurais. Ele criticou a atuação de órgãos que, segundo ele, concentram a fiscalização no campo, mas não em outros elos da cadeia de comercialização. “O agricultor precisa ser valorizado. A base de tudo está no campo, e não é justo que ele arque sozinho com as dificuldades. Se há recursos para fiscalizar os produtores, também deve haver para fiscalizar as balanças e os equipamentos de classificação”, declarou.
O presidente da Câmara reforçou ainda que pretende continuar articulando com órgãos estaduais e federais em busca de soluções para o setor ceboleiro, que é uma das principais fontes de renda de Alfredo Wagner e da região do Alto Vale do Itajaí.
Divulgação/Reprodução