Representantes do setor produtivo de alho e cebola reuniram-se no Ministério da Agricultura. O objetivo do encontro foi cobrar ações contra a entrada de mercadorias irregulares no país.
Consequentemente, a Associação Nacional de Produtores de Alho (ANAPA) protocolou um ofício junto ao governo federal. O presidente da ANAPA e da Associação Brasileira de Produtores de Cebola (ANACE), Rafael Corsino, coordenou a ação coletiva.
O debate envolveu produtores de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Minas Gerais. Além disso, o grupo contou com a presença de membros da Associação de Produtores, Empacadores e Exportadores de Ajos, Cebollas y Afines de Mendoza (Asocamen).
Risco da mosca-da-cebola no Brasil
As preocupações do setor aumentaram devido a indícios de que cargas importadas de cebolas da Argentina trariam uma praga quarentenária ausente no território nacional. Trata-se da mosca-da-cebola, um inseto capaz de gerar prejuízos às plantações locais.
Portanto, o aparecimento do inseto em vistorias fronteiriças ligou o sinal de alerta entre os agricultores. Relatos enviados ao setor de cargas apontam que fiscais já devolveram alguns lotes durante os procedimentos aduaneiros normais.
Fiscalização do alho importado da Argentina
Os produtores também debateram demandas do comércio bilateral na fronteira sul. O grupo discutiu a entrada de alho subfaturado e de produtos com padrão de qualidade inferior ao exigido pelo mercado brasileiro.
Por isso, a cooperação entre as entidades dos dois países busca equilibrar a concorrência e garantir a sanidade dos alimentos. O setor produtivo nacional teme que a entrada dessas mercadorias prejudique a sustentabilidade econômica dos produtores familiares locais.
Defesa agropecuária e proteção dos produtores
Diante do cenário atual, as associações exigem a atenção das autoridades fitossanitárias brasileiras no acompanhamento das cargas diárias. O monitoramento visa impedir danos ao ecossistema produtivo do país. Afinal, a preservação das lavouras depende diretamente da eficiência das barreiras de controle sanitário instaladas nas divisas terrestres.
O presidente das entidades, Rafael Corsino, manifestou o posicionamento da categoria sobre a relevância dessa fiscalização: "Defesa agropecuária não é detalhe burocrático. É proteção da produção nacional, proteção do produtor rural e proteção da segurança fitossanitária aqui no nosso país", declarou o dirigente.
Por fim, o setor produtivo garantiu que seguirá acompanhando de perto o desdobramento do caso junto ao Ministério da Agricultura.
Confira os detalhes na fala de Rafael Corsino (Presidente da ANAPA e da ANACE):
Danos causados pela mosca da cebola - Imagem Ilustrativa. Foto: Reprodução / Site Koppert Portugal