Estudantes e professores da Escola de Educação Básica Bertino Silva, em Leoberto Leal, desenvolvem um projeto voltado à educação ambiental, reciclagem e conscientização comunitária. A iniciativa envolve alunos do ensino médio e professores das disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, Geografia e Biologia.
O projeto recebeu o nome “Escola Sustentável: reciclar para conscientizar e transformar” e nasceu a partir da observação de necessidades ambientais e sociais do município.
Segundo a professora Kellen Karina, a proposta busca desenvolver a consciência ecológica e o protagonismo juvenil por meio da reciclagem de resíduos sólidos no espaço escolar e na comunidade.
Papa-pilhas foram instalados no município
Uma das ações do projeto começou no dia 7 de abril, com a instalação de coletores chamados papa-pilhas em pontos estratégicos de Leoberto Leal.
Os recipientes foram colocados em escolas, unidades de saúde e no comércio local, com o objetivo de incentivar o descarte correto de pilhas e baterias usadas. “Não basta apenas recolhermos. Temos que dar um destino correto a esses materiais altamente tóxicos, que contaminam o solo e as águas”, destacou a professora Kellen Karina.
No dia 23 de junho, foi realizada a coleta das pilhas e baterias acumuladas nos pontos de descarte. A ação contou com apoio do coordenador de Saneamento e Meio Ambiente da Granfpolis e fiscal de Tributos e Meio Ambiente de Leoberto Leal, Carlito, que auxiliou no recolhimento dos materiais.
Estudantes apresentaram propostas na Câmara
Além da coleta de pilhas, o projeto também ampliou o debate sobre a destinação de resíduos sólidos no município.
No dia 8 de junho, os estudantes apresentaram a primeira etapa do projeto na Câmara de Vereadores de Leoberto Leal. Durante a apresentação, defenderam a criação de uma unidade de triagem no município e a valorização dos recicladores locais como agentes ambientais.
Segundo a professora, a proposta é estabelecer, em cooperação com diferentes setores, um centro de triagem que integre o manejo adequado dos resíduos sólidos à inclusão socioeconômica. “O nosso município é um dos únicos da região que ainda não possui um centro de triagem”, afirmou.
Placas educativas e sacolas ecológicas
Outra proposta apresentada pelos estudantes é a instalação de placas com frases educativas sobre preservação ambiental ao longo da SC-281. As mensagens serão elaboradas pelos próprios alunos. O projeto também prevê a expansão das ações para além da escola, com a implantação de uma etapa voltada às sacolas ecológicas, em parceria com cooperativas e comerciantes locais.
Conforme Kellen, a iniciativa já conta com apoio da Sicredi, Sicoob, Cresol, funcionários do Banco do Brasil e vereadores, que contribuíram para viabilizar a confecção das sacolas para os estudantes do ensino médio. A ação busca reduzir o uso de sacolas plásticas e estimular hábitos mais sustentáveis na comunidade.
Educação ambiental e protagonismo juvenil
A professora destacou que o projeto tem como base o tema contemporâneo transversal meio ambiente e busca envolver os estudantes em ações práticas de transformação.
A iniciativa une escola, comunidade, comércio, poder público e entidades locais em torno de um objetivo comum: conscientizar sobre o descarte correto, reduzir impactos ambientais e fortalecer a responsabilidade coletiva.
Com as ações, os estudantes reforçam o papel da escola como espaço de formação cidadã e de construção de soluções para problemas ambientais do município.
Ouça a reportagem de Jean Carlos:
Alunos e professores desenvolvem projeto de reciclagem. Foto: Escola Bertino Silva