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AFUBRA cobra valorização do tabaco e aponta atraso na comercialização da safra

Entidades do Sul acompanham comercialização da safra 2025/2026 e cobram valorização ao produtor.

AFUBRA cobra valorização do tabaco e aponta atraso na comercialização da safra AFUBRA cobra valorização do tabaco e aponta atraso na comercialização da safra. Foto: AFUBRA

A comercialização da safra de tabaco 2025/2026 apresenta atraso em relação ao ano anterior. Atualmente, cerca de 30% da produção foi vendida, enquanto no mesmo período da safra passada o índice já se aproximava de 43%.

Além disso, fatores como clima e estratégia dos produtores influenciaram esse ritmo mais lento. A expectativa, portanto, é de que as negociações avancem até agosto, diferente de anos anteriores, quando encerravam ainda em julho.

Produtores cobram valorização e melhor classificação

A Associação dos Fumicultores do Brasil acompanhou visitas às empresas fumageiras nos três estados do Sul. O objetivo foi avaliar a comercialização e dialogar com representantes do setor.

O presidente da entidade, Marcílio Drescher, afirma que os preços pagos não refletem a qualidade do produto. “A tabela paga ao produtor não valoriza quem faz qualidade e capricha na classificação”, disse.

Segundo ele, produtores que investem mais na separação do tabaco acabam recebendo valores semelhantes aos de menor qualidade. Por isso, a entidade defende mudanças no modelo de remuneração.

Qualidade do tabaco é considerada de normal a boa

Apesar das críticas aos preços, a avaliação geral da safra é positiva. A maior parte da produção apresenta qualidade entre normal e boa, mesmo com impactos pontuais do clima em algumas regiões.

Conforme Drescher, o desempenho está ligado à produtividade. “Se a produtividade é boa, normalmente também a qualidade é boa simultaneamente”, afirmou.

Planejamento da safra exige atenção dos produtores

Para a próxima safra, a recomendação é de planejamento e equilíbrio na produção. O aumento de área plantada, somado à produção internacional, pode pressionar os preços.

De acordo com o presidente da AFUBRA, o excesso de oferta reduz a rentabilidade. “Menos oferta significa mais dinheiro no bolso”, explicou.

Além disso, ele orienta que o produtor avalie o uso de mão de obra e a capacidade da propriedade, evitando custos elevados antes da comercialização.

Cadeia produtiva depende de equilíbrio

Por fim, a entidade alerta que a sustentabilidade do setor depende da valorização do produtor. Caso a atividade deixe de ser rentável, há risco de redução na produção futura.

Nesse contexto, Drescher afirma que é necessário equilíbrio entre produtores e empresas. “Todas as partes precisam sair ganhando”, concluiu.

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