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Abrigo Mão Amiga enfrenta dificuldade financeira e pede apoio da comunidade

Instituição atende 59 idosos, tem cerca de 40 funcionários e precisa de recursos para manter serviços e adequar estrutura.

Abrigo Mão Amiga enfrenta dificuldade financeira e pede apoio da comunidade Sede do AMA em Ituporanga - Foto: Abrigo Mão Amiga

O Abrigo Mão Amiga, o AMA, enfrenta uma das maiores dificuldades financeiras dos 12 anos de história da instituição. Localizado em Ituporanga, o abrigo atende atualmente 59 idosos e depende de contribuições de familiares, doações da comunidade, eventos e apoio pontual de prefeituras.

Segundo a diretoria, a situação preocupa porque os recursos arrecadados não têm sido suficientes para cobrir as despesas mensais. Além disso, o prédio precisa passar por reformas para atender exigências da Vigilância Sanitária, melhorar a segurança e adequar os espaços usados pelos idosos e funcionários.

O presidente do AMA, Dilmar Rosa, afirmou que o momento exige mobilização regional. “É um momento muito difícil. Em 12 anos, é o período mais crítico que nós estamos com o AMA”, disse o presidente do AMA, Dilmar Rosa.

Abrigo Mão Amiga atende 59 idosos

O AMA abriga idosos de diferentes municípios da região. Parte deles paga valores menores, enquanto outros contribuem com quantias mais altas. Mesmo assim, conforme a diretoria, a arrecadação não cobre todos os custos.

A instituição também mantém cerca de 40 funcionários para garantir os cuidados diários, alimentação, limpeza, organização e atendimento aos idosos.

O 1º tesoureiro do AMA, Stefano Abreu Roncaglio, explicou que o abrigo depende de diversas fontes de apoio para funcionar. “O abrigo hoje vive de contribuições espontâneas, de alguns valores que vêm de prefeituras, de doações e de festas”, afirmou o 1º tesoureiro do AMA, Stefano Abreu Roncalio.

Segundo ele, a instituição busca recursos em diferentes frentes, incluindo contatos com lideranças políticas e entidades regionais.

Déficit financeiro preocupa diretoria

A diretoria afirma que o déficit mensal tem dificultado o pagamento das despesas. Mesmo com esforço para manter os compromissos em dia, a situação exige novas alternativas de arrecadação.

Stefano relatou que a preocupação aumenta nos períodos de pagamento. “Chega nos pagamentos, o seu Neri me liga: ‘O que vamos fazer? Pagamos esse, pagamos aquele’. Não deixamos ninguém sem pagar, mas a dificuldade é enorme”, afirmou Stefano.

O presidente Dilmar Rosa também comentou que a busca constante por doações tem sido cada vez mais difícil. “O povo está cansando da gente correr para cá e para lá pedindo. O comércio já não aguenta mais”, disse Omar.

Reforma é necessária para adequar estrutura

Além das despesas de manutenção, o AMA precisa realizar reformas no prédio. A adequação envolve exigências da Vigilância Sanitária e melhorias para garantir mais segurança aos idosos e trabalhadores.

Segundo o diretor executivo, Neri Fermino, a reforma deve custar cerca de R$ 150 mil. Uma das possibilidades é buscar empresários ou pessoas físicas dispostas a “adotar” quartos e custear parte das melhorias.

O custo estimado para adequar cada apartamento é de aproximadamente R$ 10 mil. O valor inclui adaptações como banheiro e ajustes necessários às normas. “De repente tem um empresário ou pessoa física que queira adotar um apartamento. O importante é nos ajudar”, afirmou Neri Fermino.

Evento em agosto busca arrecadar recursos

Para tentar reforçar o caixa, o AMA prepara um evento no dia 30 de agosto, em Imbuia. A programação terá almoço e a tradicional ação entre amigos.

No entanto, a diretoria afirma que os eventos já não são suficientes para resolver a situação financeira da entidade. Segundo Dilmar Rosa, a arrecadação com festas deveria servir para melhorias internas, mas hoje acaba sendo usada também para manter o funcionamento da casa. “As festas teriam que ser só para manutenção lá dentro. Quem está lá, os idosos, sabem que é a casa deles”, afirmou o presidente.

Diretoria pede apoio regional

A diretoria do AMA pede apoio da comunidade, empresários, lideranças políticas e municípios da região. A instituição afirma que os idosos precisam de estrutura adequada e atendimento contínuo.

O presidente Dilmar Rosa afirmou que o abrigo tem papel social importante e precisa de ajuda para seguir funcionando. “Eles merecem um quarto bem adequado e um atendimento muito bom”, disse Omar.

A diretoria reforça que qualquer forma de contribuição pode ajudar, seja por doações, participação nos eventos ou apoio direto nas reformas da estrutura.

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